sábado, 6 de julho de 2019

Libra do Facebook ultrapassa o Bitcoin no Twitter

libra, bitcoin

Uma pesquisa conduzida pela empresa de dados de criptomoedas, The TIE, revelou que os residentes dos EUA estão twittando mais sobre a moeda Libra do Facebook do que sobre bitcoin .
De acordo com o The TIE, 43,8% dos residentes dos EUA estão twittando sobre Libra. A porcentagem de twittar sobre bitcoin, por outro lado, é de 39,8%.
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Removing the United States and the UK, which combined represent nearly 50% of total Bitcoin tweets paints a more interesting picture of the 160+ countries tweeting about Bitcoin on a daily basis.
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Interestingly, the United States represents an even larger proportion of Libra Coin tweets 43.8% than BTC 39.8%.

Like Bitcoin, the UK has the second most tweets on Libra. The UK is followed by France, Canada, and Australia as the country with the most Libra tweets.
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Outros países onde os tweets de Libra foram notáveis ​​incluem o Reino Unido, França, Canadá e Austrália.

Bitcoin tweets: um ranking global

A pesquisa também revelou os principais países onde os tweets de bitcoin são os mais prevalentes. Sem surpresa, os EUA dominam as conversas do Twitter sobre bitcoin, com 38,9% dos tweets globais sobre a criptocorrência vindos da maior economia do mundo.
Em segundo lugar está o Reino Unido, que se orgulha de 10,5% do total de tweets relacionados a bitcoins. Outros países com um alto número de tweets de bitcoin incluem Canadá, Turquia, Índia e Austrália.
Uma coisa que pode ser obtida da pesquisa é que a atividade do Twitter não está correlacionada com a atividade do mercado. Com exceção dos Estados Unidos, três das cinco principais posições no ranking das moedas nacionais mais negociadas são tomadas por países que não o fazem na lista TIE da atividade de tweet de bitcoin mais alta. Os EUA detêm a posição de liderança em termos de ter sua moeda nacional como a mais negociada pelo bitcoin.

Twittar mais sobre o bitcoin é igual a menos negociação?

De acordo com Coinhills , o iene japonês é a segunda moeda nacional mais negociada seguida pelo won coreano. O euro está na quarta posição. No entanto, esses países não aparecem entre os 10 principais no Crypto Twitter na pesquisa TIE.
Bitcoin
Globalmente, 59,8% dos tweets foram positivos, segundo a pesquisa. O sentimento nos EUA foi ainda mais positivo do que a média global de 61,5%. Curiosamente, seu vizinho ao sul, o México, figurou entre os cinco países onde o sentimento foi mais negativo.
O país onde os tweets de bitcoin foram considerados mais negativos foi a Venezuela, com 62% de inclinações negativas. Isso é interessante, dada a hiperinflação no país sul-americano, que viu os volumes de bitcoins negociados na Venezuela em uma tendência de alta desde que a crise econômica e política se intensificou no ano passado.
Bitcoin
Outros países em que o sentimento nos tweets de bitcoin é negativo incluem Irlanda, Estônia, Brasil e Venezuela.

Libra - não gosta bastante

No que diz respeito ao sentimento sobre Libra, parece que a reação regulatória e a repercussão da comunidade de criptografia viram a maioria dos tweets sobre a moeda do Facebook ficarem negativos. Esta é uma partida dos primeiros dias em que a moeda digital acabara de ser anunciada:
"Embora as conversas sobre Libra originalmente tendessem a ser mais positivas, hoje, 54,8% dos tweets em moeda de Libra foram negativos."


É improvável que isso seja um impedimento para o Facebook, já que a gigante das mídias sociais parece imune a todo tipo de crítica e má imprensa .

sexta-feira, 5 de julho de 2019

A Libra, do Facebook, será uma nova moeda global?

Resultado de imagem para criptomoeda libra
Sem vínculo com um banco central, um governo ou um país, a moeda digital bitcoin sempre foi vista com uma mistura de admiração e desconfiança. Havia quem visse nela um projeto libertário para criar uma moeda global que fosse autorregulada e capaz de driblar a interferência e o controle político dos governos. Com o bitcoin, pela primeira vez, era possível transferir dinheiro entre contas localizadas em países diferentes sem a burocracia que normalmente envolve esse tipo de transação.
Mas a autorregulação, como se sabe, tem outros problemas. Sem a supervisão de uma autoridade monetária e dos mecanismos de estabilização, o bitcoin fica sujeito a uma variação, literalmente, desgovernada. Em 2015, uma unidade de bitcoin valia 1.800 reais. Dois anos depois, seu valor havia subido para 49.500 reais, para depois cair para 15.000 em dezembro do ano passado. Além da alta volatilidade, usar um bitcoin não é um procedimento simples, o que acaba deixando de fora a maioria da população.
Por essas dificuldades todas, o bitcoin não chegou a decolar. Mas a ideia de uma moeda global não foi esquecida. Agora a rede social Facebook aliou-se a 27 empresas — entre elas a bandeira de cartões de crédito Visa, o aplicativo de transporte Uber, o sistema de pagamento digital Mercado Pago e a loja online eBay — para criar sua própria moeda digital, chamada libra.
Sem relação com a britânica libra esterlina, a libra é diferente do bitcoin. Ela se encaixa em uma categoria de moedas digitais chamada de stablecoin (“moeda estável”). Nesse caso, o valor dessas moedas é atrelado a outro tipo de ativo, que pode ser um título do Tesouro americano ou uma cesta de moedas — como o dólar, o euro, a libra esterlina e o iene. A ideia é garantir que o valor da moeda digital seja sempre equivalente ao desses outros ativos, para dar mais confiança e estabilidade. No caso da libra, o plano é manter uma espécie de reserva em títulos públicos e depósitos bancários que será usada para sustentar seu valor.
O plano do Facebook é que a libra possa ser usada diretamente na rede social, que, sozinha, tem 1,7 bilhão de usuários. Para Yuval Ben-Itzhak, presidente da Socialbakers, consultoria especializada em mídias sociais, a libra é uma tentativa de fazer o que o bitcoin nunca conseguiu: tornar-se popular e fácil de usar. “Usar uma moeda digital em vez de um cartão de crédito dá mais flexibilidade e escala para o serviço, sem que ele perca a segurança ou a privacidade oferecidas pela experiência de compra com o cartão de crédito convencional”, diz Ben-Itzhak.
Uma moeda gerida por empresas e lastreada em ativos de países de Primeiro Mundo pode ser benéfica do ponto de vista de estabilidade monetária e adoção global. No entanto, ela também traz riscos. Para Saifedean Ammous, professor de economia e autor do livro The Bitcoin Standard (“O padrão bitcoin”, numa tradução livre), moedas como a libra, vinculadas ao dólar, podem afetar as moedas de países pobres e até tirar do jogo empresas tradicionais do ramo de pagamentos, como PayPal e Western Union. “Para bilhões de pessoas, uma libra baseada no dólar americano, que funcione num celular em qualquer lugar do mundo, será superior à moeda nacional. Se bem-sucedida, a libra provavelmente vai destruir as moedas de Terceiro Mundo ou forçá-las a se tornar vinculadas ou baseadas no dólar americano”, diz Ammous.
Fonte: exame.abril.com.br

quinta-feira, 4 de julho de 2019

Congresso americano pede 'moratória' da Libra, a criptomoeda do Facebook

No último dia 18, Facebook e 27 parceiras anunciaram a criptomoeda Libra será lançada em um ano Foto: LIONEL BONAVENTURE / AFP

 O Congresso americano pediu que o Facebooke seus parceiros concordem com uma “moratória” no desenvolvimento da Libra . Em carta enviada a executivos da companhia, os membros democratas do Comitê de Serviços Financeiros da Câmara dos Representantes defendem que os “planos de implementação sejam imediatamente cessados até que reguladores e o Congresso tenham a oportunidade de examinar” as questões envolvidas com a criptomoeda .
No documento, os parlamentares afirmam que, aparentemente, a Libra pretende criar um novo sistema financeiro global, com base na Suíça, para rivalizar com a política monetária americana e o dólar. “Isso levanta sérias preocupações sobre privacidade, trocas, segurança nacional e política monetária não apenas para os mais de 2 bilhões de usuários do Facebook, mas também para investidores, consumidores e a economia global como um todo”.
Os parlamentares pretendem realizar audiências públicas durante a moratória, para debater os riscos e benefícios da criptomoeda e possíveis soluções legais para questões envolvidas no projeto. No último dia 18, o Facebook, em parceria com 27 outras companhias, incluindo gigantes como Visa, Mastercard, PayPal, Spotify e Uber, apresentou um projeto de criptomoeda, batizada como Libra, para simplificar a transferência de valores entre as pessoas e oferecer um novo sistema de pagamentos. O planejamento prevê o lançamento até junho de 2020.
Na carta, os parlamentares alertam para os riscos de crimes cibernéticos. Nos três primeiros meses de 2018, criminosos roubaram cerca de US$ 1 bilhão de corretoras de criptomoedas. E caso não seja regulada, a Libra pode se transformar numa plataforma para atividades ilícitas e lavagem de dinheiro.
“Investidores e consumidores transacionando em Libra podem ser expostos a sérias questões de privacidade e de segurança nacional, riscos de segurança cibernética e de comércio. Aqueles que usarem carteiras digitais do Facebook — armazenando potencialmente trilhões de dólares sem seguro de depósito — também se tornarão alvos para hackers”, diz o documento. “Os riscos são ainda mais evidentes à luz do passado conturbado do Facebook, que nem sempre armazenou informações dos usuários em segurança”.
No Reino Unido, reguladores da Autoridade de Conduta Financeira (FCA, na sigla em inglês) afirmam que a Libra precisa ser melhor avaliada. Autoridades já se encontraram com representantes do Facebook, mas ainda existem muitas perguntas a serem respondidas.
— O tamanho e a escala da Libra levantam questões para a sociedade e para o governo em geral, sobre o que é aceitável e desejável — afirmou Christopher Woolard, diretor de estratégia e concorrência da FCA, em conferência na Universidade de Cambridge. — Historicamente, este é um setor que trabalha sob o lema de “fazer as coisas rápido para ter êxito”, mas os temas que estamos tratando requerem análise profunda e detalhada.
Fonte: oglobo.globo.com/economia

quarta-feira, 3 de julho de 2019

Binance está conversando com o Facebook sobre listagem da Libra



A criptomoeda Libra, que está sendo criada pelo Facebook, tem sido um importante fator no criptomercado, com alguns acreditando que ela vai impactar significativamente o Bitcoin e outros acreditando que a moeda nem vai sair do papel.
A Libra é um projeto ambicioso, mas, como é de se esperar, está enfrentando uma série barreiras, tanto nos EUA, quando na Europa. Porém, segundo uma notícia do Finance Magnates,  a criptomoeda pode estar perto de fechar uma parceria importante.
De acordo com a notícia, uma equipe de executivos da Binance está em contato com o Facebook, disse o diretor de estratégia em criptomoedas da corretora, Gin Chao.
Segundo o site, em uma entrevista realizada na FinTech Junction Conference, em Tel Aviv, na quinta-feira, Gin Chao disse que a exchange está em discussões iniciais com o gigante das redes sociais sobre a criptomoeda Libra.
“Nós tivemos um diálogo oficial com o Facebook”, disse Chao. “Com relação às listagens especificamente, agora elas estarão em uma ‘cadeia privada’. Então, isso significa que eles não estarão procurando por liquidez externa.
No entanto, pelo que entendemos do potencial da moeda, isso os levaria a querer um mercado secundário. As moedas beneficiam de um mercado secundário, por isso seria do interesse da Libra querer ser listada.”
Chao notou que as discussões com o Facebook estão “em um estágio muito preliminar.” O executivo da Binance acrescentou que as conversas com o Facebook “se concentraram principalmente em lidar com a infraestrutura.”
Fonte: guiadobitcoin.com.br

terça-feira, 2 de julho de 2019

Mais de 100 domínios falsos relacionados a criptomoeda Libra do Facebook foram criados



A empresa de inteligência contra ameaças cibernéticas Digital Shadows descobriu mais de 100 domínios registrados que mantém alguma relação com a stablecoin do Facebook, o Libra, informou o Independent em 1 de julho.
Em 19 de junho, os pesquisadores da Digital Shadows descobriram mais de 100 domínios relacionados ao Libra registrados, e algumas dúzias relacionados à carteira digital Calibra, alguns deles com conteúdo malicioso. A empresa dividiu os sites em dois grupos — aqueles que se passavam pelo site oficial da Libra e outros promovendo fraude.
“Em vez de depender da publicidade e propaganda da mídia em torno da marca, esse tipo de fraude busca convencer as vítimas de que elas estão acessando o site legítimo e, portanto, ficam mais propensas a confiar em seus dados pessoais e financeiros”, disse Alex Guirakhoo, analista de inteligência estratégica na Digital Shadows.
Os golpistas supostamente usam alfabeto grego, cirílico e outros que se assemelham ao alfabeto romano usado na língua inglesa, para se passar pelo domínio oficial, substituindo, por exemplo, um minúscula “a” com o mesmo caracter cirílico “a”.
A Digital Shadows identificou um site que oferecia a compra do Libra com Ether (ETH) com bônus de 25%. Pelo menos seis dos domínios supostamente copiaram o site do Libra e da Calibra. Guirakhoo disse que “para os sites mais convincentes, pode ser quase impossível determinar o que é legítimo e o que é falso”.
Recentemente o Facebook removeu publicidade de uma fraude de Bitcoin (BTC) que se passava pelo perfil do Príncipe de Abu Dhabi, o Xeique Mohamed bin Zayed, depois que milhares de investidores entregaram informações pessoais e dinheiro a criminosos da Ucrânia e Argentina.
Fonte: portaldobitcoin.com

segunda-feira, 1 de julho de 2019

Libra é ofensiva tecnológica contra banco

Um consórcio sem fins lucrativos baseado na Suíça acaba de anunciar uma iniciativa revolucionária. Administrará a partir de 2020 a libra, a primeira moeda mundial desde o padrão-ouro do século 19.

O consórcio, em crescimento, é hoje formado por 28 empresas, tais como Facebook, Uber, Mercado Pago, Farfetch, eBay e Visa, entre outras, que possuem mais de 2,5 bilhões de usuários no mundo.

Uma transferência de dinheiro se tornará simples e imediata como o envio de uma foto por WhatsApp, inclusive para contraparte sem conta em banco. A libra servirá para compras do dia a dia, bem como para transferência instantânea a qualquer pessoa ou negócio, onde estiver. Sua lógica é a de um “token”, similar às pulseiras mágicas da Disney, nas quais se depositam dólares para gastos no parque.
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Calibra, carteira virtual da Libra, criptomoeda do Facebook - Divulgação/Facebook
O dinheiro é o que o dinheiro compra. Por essa característica subjetiva, tem se tornado cada vez mais abstrato e virtual com os séculos. Evoluiu de moedas físicas de ouro e prata a papel-moeda lastreado em ouro a papel-moeda “fiat” (emitido pelo governo e sem lastro) a dígitos eletrônicos em um terminal de caixa eletrônico, TEDs e cartões de débito. 

Desde os anos 1980, há mais dinheiro eletrônico no mundo do que papel-moeda. O dinheiro por WhatsApp é tão somente um passo adicional nesse lento e gradual aprofundamento da abstração monetária.

A libra é uma stablecoin, moeda digital lastreada em ativos de curto prazo emitidos por governos ou bancos de primeira linha, denominados em dólar, euros ou libras esterlinas. Funciona como um currency board, tal qual o de Hong Kong, e terá estabilidade compatível com as moedas mais fortes. 

Ao contrário do que se diz, a libra não terá independência monetária, pois importará passivamente a política monetária dos países cujas moedas compõem seu lastro.

A libra é a primeira grave ofensiva tecnológica contra os bancos tradicionais e os cartões de crédito no Ocidente. Deverá provocar uma dramática redução dos custos de remessas internacionais, que perfazem mais de US$ 600 bilhões por ano, e será um competidor de custo quase zero das TEDs e das maquininhas de pontos de venda. Adicionalmente, viabilizará microtransações e ajudará a promover a inclusão financeira de mais de 1 bilhão de pessoas sem acesso a bancos.

Até agora, a China lidera em pagamentos eletrônicos na Ásia via WeChat e Alipay e está na batalha pelos desbancarizados em outros continentes. Amazon e Google não devem ficar de fora por muito tempo.

A despeito de o consórcio Libra garantir que haverá uma integração segura com o atual sistema bancário, transparência das transações e respeito às leis e às regras de combate a lavagem de dinheiro, reguladores e alarmistas têm se levantado em protestos, desinformação e até pedidos de suspensão dessa suposta ameaça à “soberania monetária”. 
É surpreendente que haja tão pouca oposição ao exercício do monopólio estatal sobre nosso dinheiro, apesar dos abusos. A história milenar da moeda estatal é um relato deprimente sobre a diluição do metal, da inflação e do abuso da prerrogativa de gestor exclusivo, em benefício do governo e do banco central. 

Sob o dúbio pretexto da imperiosa necessidade do monopólio, inovações importantes têm sido sistematicamente proibidas ou obstaculizadas. 

O establishment financeiro-governamental buscará regular a libra por todos os lados. Mas é inevitável uma eventual disrupção dos bancos. A próxima geração possivelmente não terá contas em banco como hoje concebemos e quem sabe usará uma moeda voluntária, sem fronteiras e independente de governos.
Helio Beltrão
Engenheiro com especialização em finanças e MBA na universidade Columbia, é presidente do instituto Mises Brasil.

Fonte: www1.folha.uol.com.br/colunas/helio-beltrao