terça-feira, 12 de novembro de 2019

John McAfee ataca criptomoeda Libra do Facebook

Criptomoeda Libra do Facebook

Uma figura conhecida pelo criptomercado é o infame John McAfee. Conhecido por ser um dos fundadores de um antivírus que carrega seu nome, McAfee se aproximou das criptomoedas nos últimos anos. A última de John McAfee foi dar uma entrevista no qual ataca o projeto de criptomoeda do Facebook, a Libra.

Libra do Facebook é um projeto abominável, afirmou John McAfee

Enquanto Mark Zuckerberg luta para tentar andar com seu projeto, surgem cada vez mais pessoas que desacreditam deste. Um dos motivos seria que o Facebook, principalmente após as últimas eleições para presidente dos EUA, passa por total descrédito.
Acusações de falta de privacidade sobre essa empresa são comuns. Ou seja, aprovar a criação de uma moeda por esta empresa é um assunto delicado.
Com isso, John McAfee resolveu dar sua opinião para a revista The Edge, e afirmou que a Libra é uma abominação. Para John, a Libra é totalmente o oposto do que prega as criptomoedas. Na visão de McAfee, as criptomoedas surgiram para libertar as pessoas, entretanto, a Libra surgiu para controlar estas. O entusiasta das criptomoedas ainda criticou o Facebook durante sua entrevista.
(O Facebook) Está monitorando tudo o que você faz. E, em conjunto com o governo dos EUA, torna a gaiola em que você vive ainda mais apertada e menor.
No passado John McAfee foi duramente criticado por promover criptomoedas consideradas “shitcoins“. No auge da valorização das altcoins no fim de 2017 e início de 2018, McAfee cobrava dos desenvolvedores para promover alguns projetos em seu Twitter. A crítica ao projeto Libra do Facebook, apesar disso, seria por conta da proximidade com o governo dos EUA.

Entusiasta das criptomoedas, está fugindo da CIA e criou uma exchange descentralizada

A figura de John McAfee é polêmica, sendo este atualmente um fugitivo da CIA. Neste ponto, John afirmou para o The Edge que tem sido capaz de fugir das autoridades utilizando uma “Gaiola de Faraday”, mesmo que improvisada.
Além disso, McAfee criou uma ferramenta que não ajuda em nada sua situação com as autoridades dos EUA. Com 74 anos, o entusiasta criou uma exchange descentralizada própria, chamada McAfeeDex. Essa corretora lista tokens Ethereum e possui vários pares de negociação, como Ethereum, DAI, entre outros.
Com essa corretora, John afirmou que quem quiser evadir dinheiro dos EUA, ou ainda lavar seu dinheiro, essa é a ferramenta certa. Perante a constituição dos EUA, evasão de divisas e lavagem de dinheiro é crime.
É a ferramenta que as pessoas precisam para se libertar da escravidão financeira que existe agora, e que a escravidão é para o governo que controla a moeda, o Fed ou o que quer que seja a agência. Você se liberta disso
Por fim, este entusiasta acredita que em dez anos, moedas como o Dólar, Yen e Euro não existirão mais no mundo. Em resumo, McAfee acredita que neste prazo as criptomoedas já terão assumido o controle do sistema financeiro mundial.

domingo, 10 de novembro de 2019

Mark Zuckerberg reforça discurso nacionalista em defesa pública da Libra, criptomoeda do Facebook

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Mark Zuckerberg depôs sobre a criptomoeda Libra na manhã desta quarta-feira (23) em reunião com o congresso americano. O criador da rede social foi sabatinado em grande parte sobre as incertezas envolvendo a moeda virtual, que, segundo a instituição reguladora Libra Association, deve começar a circular no ano que vem.

Em réplica nos primeiros momentos da audiência, Zuckerberg defendeu sua moeda como resposta a pressões estrangeiras, particularmente do governo chinês. "Assim que apresentamos nosso 'relatório branco' [guia inicial da criptomoeda], a China imediatamente anunciou uma parceria público/privado, trabalhando com companhias (..) e estendendo o trabalho feito para o AliPay se tornar um renminbi digital, parte da iniciativa 'Um Cinturão, Uma Rota'. Eles planejam lançar isto nos próximos meses", diz Zuckerberg. O empresário argumenta que, em pouco tempo, as maiores concorrentes da Libra virão da China.

A fala de Zuckerberg ecoa, ainda que de forma mais geral, o argumento nacionalista que já foi usada a favor da Libra em outros carnavais. Em audiência pública sobre a moeda em julho, David Marcus, chefe da subsidiária Calibra (responsável por um app que servirá de carteira digital da cripto) discursou: "Acredito que se a América não liderar a inovação na área de moedas digitais e pagamentos, outros irão. Se não agirmos, poderemos em breve ver uma criptomoeda controlada por outros atores cujos valores são dramaticamente diferentes dos nossos."

Em outros momentos, Zuckerberg foi questionado sobre o potencial uso da Libra - em grande parte voltada para os desbancarizados - em esquemas de lavagem de dinheiro e no tráfico de drogas. Na resposta, disse que a associação ainda não 'definiu parâmetros' para transações anônimas. A carteira Calibra, no entanto, deve ser regida por sistemas estritos de checagem, segundo defende Zuckerberg.

O CEO também buscou distanciar o Facebook das tomadas de decisão a respeito da Libra, sugerindo que o lançamento da moeda pode ir adiante mesmo sem sua participação. “Talvez precisemos nos retirar caso a associação decida independentemente seguir adiante com alguma decisão que nos deixe desconfortáveis", disse. 

O fato do Facebook ser uma empresa americana, conectada a uma associação suíça, também levanta dúvidas sobre a participação de moedas variadas na Libra. "Acho que seria completamente razoável que nossos legisladores buscassem implementar uma restrição que diz que devemos ser majoritariamente ligados ao dólar", conclui Zuckerberg, sugerindo que a regulamentação da Libra poderia ser mais simples assim. "Mas já que estamso tentando construir um sistema global de pagamentos que funcione em lugares diversos, talvez ele seja menos viável caso se baseie 100% na moeda", completa.

Sobre a debandada de empresas como Visa e Mastercard do grupo regulador da moeda, Zuckerberg se focou na pressão sobre a cripto e apontou que a Libra é um "projeto arriscado". No mais, críticos consideram a nova passagem de Zuckerberg pelo congresso um acontecimento sem muitas novidades, um sinal negativo para a evolução da Libra como um ativo financeiro. Veja abaixo a íntegra da audiência:

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sábado, 9 de novembro de 2019

“Bitcoin é ouro digital, mas não é bom para transações”, diz diretor responsável pela Libra do Facebook

Facebook pede registro da Libra no Brasil para oferecer serviços com criptomoedas

Em entrevista à CNBC na quarta-feira (06), o ex-diretor do setor de blockchain do Facebook e atual cabeça no projeto Libra, David Marcus, disse que “O Bitcoin é ouro digital, mas não é uma boa moeda para transações”.
O executivo, que participava de uma conferência do jornal The New York Times em Nova York (EUA), afirmou que ele não pensa no Bitcoin como uma moeda, pois, na verdade, ele não é um ótimo meio de troca devido à sua volatilidade.
“Eu o vejo como ouro digital”, ressaltou.
Ele explicou sua visão sobre a criptomoeda. Para ele, o Bitcoin é como o ouro porque você pode guardá-lo como um investimento, assim como as pessoas fazem com o metal precioso.
No entanto, explicou, a drástica volatilidade faz do Bitcoin uma má opção para as pessoas que precisam de um sistema para enviar remessas através das fronteiras.
“As pessoas não usam Bitcoin para pagar por coisas justamente porque ele é muito volátil. Seu propósito é completamente diferente.”

Bitcoin não é uma ameaça

Marcus também opinou sobre regulamentação. Para ele, uma das principais razões pelas quais o Bitcoin não foi regulamentado foi por conta de a criptomoeda não ser considerada um meio de troca.
Ele acrescentou:
″É uma classe de investimento que está descorrelacionada do resto do mercado. Por que se sentir ameaçado por isso?”.

Facebook, EUA e China

Desde que o Facebook anunciou a Libra, em junho deste ano, Marcus tem sido o cartão e visitas da criptomoeda, da rede social e do Calibra, a carteira digital que está sendo desenvolvida no projeto.
Contudo, suas aparições públicas, incluindo uma audiência no Senado dos EUA, fazem parte de um esforço que visa buscar apoio ao projeto.
No mês passado, comentando sobre os impasses entre a Libra e o governo americano, Marcus disse o seguinte:
“Se não tivermos uma boa resposta, em cinco anos a China vai estar religando uma grande parte do mundo com um renminbi (moeda chinesa) digital rodando em sua blockchain controlada”. 
Disse, ainda, que a China criará um sistema de moeda digital que pode estar totalmente fora do alcance das autoridades americanas:
“O progresso chinês pode representar uma ameaça real à influência dos EUA”.
Caso isso aconteça, e a moeda do Facebook falhar, Marcus acredita que Washington corre o risco de ter uma parte do mundo completamente bloqueada das sanções dos EUA.

quinta-feira, 7 de novembro de 2019

Executivo do Facebook diz que Bitcoin não é uma boa moeda para transações

O chefe de projetos de criptomoedas do Facebook, David Marcus, disse em conferência nesta quarta-feira (6) que o Bitcoin é mais como um ouro digital, e que não o enxerga como uma moeda para transações. "Na verdade, não é uma boa forma de troca por causa de sua volatilidade", disse o executivo.
Para Marcus, assim como o ouro real, o Bitcoin pode ser usado como um investimento, e que, devido aos altos e baixos da moeda, escolher usar a tecnologia como uma forma de transação não é uma boa ideia. O Facebook vem trabalhando no mercado de criptomoedas com o Libra e com a carteira digital Calibra.
Ao contrário do Bitcon, o valor do Libra será ligado ao dólar dos Estados Unidos e ao Euro, ajudando na estabilidade da valorização. Na conferência, Marcus disse também que o motivo principal de o Bitcoin não ter sido regulado é porque a moeda ainda não é considerada um bom meio de troca.
Imagem: Reprodução
Desde que o Facebook anunciou o desenvolvimento do Libra, David Marcus vem fazendo várias aparições públicas, inclusive em uma audiência do senado dos Estados Unidos para o incentivo do suporte da criptomoeda da companhia.
Fonte: CNBC

quarta-feira, 6 de novembro de 2019

A Libra não foi pensada para se espalhar tão rápido como o Facebook', diz Kevin Weil

Kevin Weil, vice-presidente de produto da Calibra, durante o Web Summit 2019 (Foto: David FitzgeraldWeb Summit)

Pode parecer difícil de acreditar, mas o Facebook não tem pressa quando o assunto é a Libra, sua criptomoeda. Depois de enfrentar os meses mais difíceis de sua jornada desde o anúncio da novidade em junho, a empresa alega ser paciente quanto aos desafios - só em outubro, PayPal, eBay, Visa, Mastercard e Stripe abandonaram projeto. Para discutir o tema e tentar dar mais clareza sobre o produto, Kevin Weil, vice-presidente da Calibra, subiu aos palcos do Web Summit, evento de inovação que acontece em Lisboa.
De acordo com o executivo, a criptomoeda não foi pensada para se espalhar tão rápido como o Facebook. “É um projeto de anos, décadas”, diz o vice-presidente. A Libra nasce, segundo Weil, com um propósito simples: fazer pelo dinheiro o que a internet fez pela informação. “Antes, cobrava-se pelo envio de uma mensagem de texto e por ligações para outros países. Hoje, podemos enviar arquivos enormes em segundos. Por que não podemos fazer transações como enviamos mensagens no WhatsApp?”, pergunta.
Questionado sobre a escolha de 2019 para o anúncio por Tim Bradshaw, jornalista do Financial times responsável pela mediação do painel, Weil cita um ditado: “O melhor momento para plantar uma árvore é dez anos atrás. O segundo melhor momento é agora. A ferramenta [criptomoeda] evoluiu, ficou escalável.”
Sobre o produto em si, o vice-presidente deu algumas dicas do que deve chegar ao mercado em 2020. A ideia é que dois produtos sejam lançados ao mesmo tempo: a Libra, criptomoeda que operará em qualquer tipo de carteira virtual; e a Calibra, uma opção interna de carteira virtual para a Libra. Quem não quiser adotar a carteira própria da empresa, não precisa. “Nós precisamos reconhecer: há pessoas no mundo que não confiam em um sistema financeiro criado pelo Facebook. E isso é ok”, diz.
Uma comparação que faz da moeda é com o e-mail. “Não importa o navegador ou que tipo de e-mail está usando, ele pode ser compartilhado com qualquer um.” Num primeiro momento, a novidade estará disponível nos aplicativos de trocas de mensagens do Facebook Messenger e do WhatsApp. O plano é que chegue ao Instagram num futuro próximo.
Mesmo assim, a empresa insiste em não ter pressa. “Não vamos fazer nada sem apoio de órgãos reguladores e bancos centrais. Sabemos que é um processo longo”, diz. Anunciar o projeto antes do produto foi parte dessa perspectiva. “Queríamos construir juntos antes de lançar qualquer coisa.”
Questionado sobre as saídas de algumas empresas da Libra Association, organização criada para governança da criptomoeda, Weil rebate. “Toda inovação lançada nos últimos 100 anos, do cinema à bicicleta, passou por retrocessos. Se olharmos 18 meses atrás, isso era uma ideia. Hoje, é um protótipo no meu celular. O que precisamos nos certificar é está sendo feito da melhor forma. Estamos fazendo progresso e estou entusiasmado com que está por vir.”

segunda-feira, 4 de novembro de 2019

Como funcionará a Libra, a criptomoeda do Facebook

Foto: REUTERS/Erin Scott

Mark Zuckerberg, CEO do Facebook, foi quase que sabatinado por legisladores nesta semana por causa da Libra - o projeto de criptomoeda da empresa. A iniciativa chamou bastante atenção de reguladores e congressistas do mundo todo. Mas, o que é a Libra e como ela funciona?
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Entre muitos outros assuntos abordados, Zuckerberg fez questão de se referir à Libra como um sistema de pagamento e não uma moeda.
Como explicado pelo Facebook no artigo técnico do projeto em junho, o objetivo da Libra é ser uma forma de transferir dinheiro instantaneamente, com menos taxas, para pessoas de qualquer lugar do mundo. Atualmente, uma transferência para o exterior (por meio do sistema interbancário SWIFT ou de serviços como o Western Union) pode levar dias. Além disso, esses processos normalmente são muito caros.
Com a Libra, um usuário do Facebook deverá se registrar para ter uma carteira digital da “Calibra” (subsidiária do Facebook) e poderá enviar unidades da Libra à carteira Calibra de outro usuário. Como essa transação não envolve bancos, a transferência acontecerá instantaneamente na blockchain do Facebook. Não existe a demora de esperar pelas transações de débito e crédito dos bancos.
Mas o que faz da Libra uma inovação em relação ao Bitcoin e outras criptomoedas é a parceria com um consórcio de empresas, como Lyft, Uber, Spotify e Vodafone para contribuir para o desenvolvimento e uso dessa blockchain.
Por exemplo, em vez de ter que converter a Libra em moeda local para chamar um Uber ou pagar a conta mensal da Vodafone, os usuários podem pagar diretamente com as unidades da Libra. Em tese, isso reduziria drasticamente os custos do câmbio de moedas.
No entanto, muitas empresas abandonaram o projeto, como Booking Holdings, Mercado Pago, PayPal, eBay, MasterCard, além da Visa e Stripe. David Marcus, o diretor da subsidiária do Facebook à frente do desenvolvimento da Libra, contou ao Yahoo Finanças que os membros não fundadores da Libra também poderão usar a moeda assim que o projeto for lançado.

Preocupações com a Libra

O êxodo de empresas é só mais um dos problemas que o projeto enfrenta.
Órgãos reguladores já manifestaram preocupação com a estabilidade financeira da iniciativa. O Facebook tem 2,7 bilhões de usuários, e se uma boa parte deles decidir usar carteiras Calibra como um banco de fato, existem preocupações de que essa blockchain se torne grande o suficiente para representar o que os especialistas chamam de risco “sistêmico” ao sistema financeiro. O presidente do Banco Central dos EUA, Jerome Powell, levou essa preocupação ao Congresso.
O Facebook tem conhecimento desse risco.
“Precisamos considerar a possibilidade de a Libra criar um risco sistêmico e buscar um modelo operacional que evite isso”, afirmou Marcus ao Yahoo Finanças.
A Libra também utiliza um modo de operação com “pseudônimos”, no qual as carteiras Calibra são atreladas a endereços não vinculados à identidade real do titular. Esse fato gera preocupações sobre como as autoridades poderão rastrear as movimentações financeiras caso a Libra seja usada para atividades ilícitas.
Além disso, existe a questão da privacidade. O Facebook foi multado em US$ 5 bilhões pela FTC (Comissão Federal de Comércio dos EUA) por problemas de privacidade no início deste ano. Embora a empresa insista que sua subsidiária, a Calibra, tratará do projeto em separado, os parlamentares foram incisivos com Zuckerberg para que ele garantisse a segurança dos usuários.
O lançamento da Libra está previsto para o primeiro semestre de 2020. Porém, Zuckerberg disse no Congresso ainda esta semana que o lançamento aguardará o sinal verde dos reguladores americanos.

domingo, 3 de novembro de 2019

Criptomoeda Libra do Facebook é vilã ou a redenção de Mark Zuckerberg?

Diretor do Facebook diz que se Libra falhar China pode religar o mundo com sua moeda digital

Na quarta-feira (23) Mark Zuckerberg falou sobre o Libra frente ao House Financial Services Committee, comitê do congresso norte-americano responsável, entre outras funções, por legislar sobre serviços financeiros. O seu discurso foi publicado de antemão e está disponível aqui.
Dentre os diversos argumentos pró-Libra — inclusão financeira, eficiência, segurança, entre outros — o que mais me chama a atenção é aquele que explica que a China está correndo para ter sua própria criptomoeda e, com isso, ampliando sua força geopolítica, sendo o Libra uma potencial resposta à altura.
Apesar de todas as críticas que possamos ter ao Facebook, eu acredito que Mark Zuckerberg não poderia ter sido mais brilhante em seu posicionamento.
Quem hoje conseguiria fazer frente à China, senão a maior rede social ocidental do mundo com 2,4 bilhões de usuários, que, em uma virada de chave, poderia prover às autoridades norte-americanas não apenas dados sobre hábitos e ações dos indivíduos, mas também dados, acessos e influência sobre suas ações financeiras, provendo-lhes assim mais poder?
Na China, o caminho parece mais direto, considerando a relação do Estado e do Governo com as empresas e com a população em geral, que é mais simbiótico e impositivo.
Por isso, a mensagem de Zuckerberg, de que o projeto chinês pode se concretizar em meses, não me surpreende.
No ocidente, contudo, o caminho tende a ser mais sinuoso. Como bem lembrado por Zuckerberg, a história recente do Facebook o afasta do papel de herói. Ela o coloca entre consumidores e a mídia em uma posição mais próxima a um vilão da privacidade e da segurança das pessoas.
O que talvez estivesse mais implícito e com o passar do tempo vai se tornando mais relevante, é como esta realidade de influência via dados (agora, somando-se dados financeiros) poderia ser relevante em temas geopolíticos em escala global.
Por isso, os debates e decisões em torno do Libra terão cada vez mais peso nos rumos da humanidade.
Será que o governo norte-americano vai insistir na cobrança por privacidade? Ou irá ceder a um interesse geopolítico que se sobreponha a isto? — quem sabe até visando potencialmente, em um médio/longo prazo, resguardar estas mesmas pessoas através de mais capacidade de influência sobre elas?
E os Bancos Centrais dos diversos Estados-Nação? Eles terão interesse e conseguirão operar de forma sincronizada visando esta perspectiva macro, ainda que isto represente o seu enfraquecimento? 
Será que a Libra pode mesmo ser a redenção de Zuckerberg?