Facebook renomeia serviço de moeda digital para Novi
Depois de críticas sobre o lançamento da criptomoeda, o Facebook disse na terça-feira que está renomeando sua carteira digital com um novo nome: Novi.
O Facebook originalmente introduziu a carteira digital para a rede de criptomoedas Libra para ajudar as pessoas a enviar dinheiro para o mundo todo com o nome Calibra, em junho do ano passado. A carteira digital, agora renomeada como Novi, permite que as pessoas enviem dinheiro tão facilmente quanto enviar uma mensagem no Facebook Messenger ou WhatsApp.
“Todos os clientes da Novi serão verificados usando ID emitida pelo governo, e as proteções contra fraudes serão incorporadas em todo o aplicativo”, disse o chefe da Novi, David Marcus no comunicado de terça-feira. “E, sempre que precisar, você terá acesso 24/7 à nossa equipe de suporte e atendimento ao cliente por chat.”
“Novi foi inspirada nas palavras latinas ‘novus’ para” novo e ‘via’ para ‘caminho’. É uma nova maneira de enviar dinheiro, e a nova identidade visual e design da Novi representam o movimento fluido das moedas digitais “, acrescentou Marcus.” Também incluímos um aceno ao ícone Libra no logotipo da marca para ressaltar nosso compromisso com a Libra Network.”
Os reguladores em todo o mundo levantaram preocupações nos últimos meses sobre a moeda virtual interromper o sistema financeiro global, potencialmente arriscando a lavagem de dinheiro e competindo com o dólar americano.
Também atraiu críticas de alguns parlamentares democratas que enviaram uma carta ao CEO do Facebook, Mark Zuckerberg, antes de seu testemunho perante o Congresso sobre os planos da criptomoeda em outubro, pedindo ao Facebook para interromper o plano de lançamento até que os reguladores examinem seu potencial impacto.
Agora, o Facebook disse que, embora tenha mudado o nome para Novi, não mudou sua missão.
“Embora tenhamos mudado nosso nome de Calibra, não mudamos nosso compromisso de longo prazo em ajudar pessoas de todo o mundo a acessar serviços financeiros acessíveis”, disse Marcus no comunicado.
O anúncio ainda não revelou a data de lançamento, dizendo que pretendia lançá-la em um conjunto inicial de países sem taxas ocultas assim que a rede Libra estivesse disponível.
Ele acrescentou que as pessoas podem se inscrever para atualizações sobre o lançamento em Novi.com.
Zuckerberg diz que Libra pode aumentar a receita do Facebook através de anúncios, China vê isso como algo muito maior.
O CEO do Facebook, Mark Zuckerberg, explicou, durante uma reunião de acionistas, como o projeto de criptomoeda Libra ajudará a gigante das mídias sociais a ganhar dinheiro. A China, por outro lado, publicou um livro abordando os desafios de Libra, argumentando que a criptomoeda pode se tornar a nova moeda mundial.
Em uma transcrição publicada por Thomson Reuters, podemos ler que Zuckerberg respondeu a uma pergunta feita por um acionista sobre como o Facebook ganhará dinheiro com o projeto de criptomoeda Libra. Zuckerberg respondeu analisando o potencial impacto de Libra no comércio eletrônico no Facebook e seu impacto na receita de publicidade.
De acordo com o CEO da gigante das mídias sociais, o Facebook não cobra um preço definido pelos anúncios e, em vez disso, trabalha com um sistema de lances, em que todas as empresas que tentam anunciar fazem lances para competir pelo espaço do anúncio. O sistema, disse Zuckerberg, permite que eles obtenham o “menor preço possível”.
Ele acrescentou que a combinação de anúncios com uma ferramenta de pagamento eficaz, como a Libra, pode beneficiar ainda mais os negócios, pois pode tornar o comércio mais eficiente:
“Se pudermos tornar o comércio mais eficaz para as empresas, quando elas exibirem um anúncio, alguém que clicar nele pode estar mais propenso a comprar algo, graças a uma forma de pagamento muito eficaz.”
A publicidade no Facebook, como tal, torna-se mais valiosa para as empresas, que por sua vez podem vê-las dar lances mais altos nos anúncios e aumentar os preços gerais. Isso aumentaria efetivamente a receita de publicidade do Facebook.
Zuckerberg também reiterou outras vantagens do Libra, apontando que a infraestrutura de pagamentos “não é atualizada há muito tempo”. A China, que planeja lançar sua própria moeda digital chamada DCEP, vê Libra como mais do que uma maneira de o Facebook ganhar dinheiro.
Segundo a China, Libra pode se tornar a nova moeda mundial
Em um livro publicado pela Escola Central do Partido da China para educar funcionários do governo sobre moeda digital e propor medidas políticas para lidar com desafios emergentes, especialistas dizem que a Libra é um excelente exemplo de parceria público-privada e tem o potencial para se tornar a nova moeda mundial.
Isso significaria, de acordo com o livro intitulado “Discutindo a moeda digital com os principais funcionários”, que a Libra poderia atrapalhar a tentativa do governo chinês de aumentar a influência do yuan.
Hongzhang Wang, ex-presidente do China Construction Bank e um dos autores do prefácio do livro, disse em um artigo recente:
“A China originalmente contava com o pagamento móvel para avançar, mas agora Libra tem o potencial de mudar o jogo novamente.”
Wang acrescentou que isso permitiria que as empresas nos EUA construíssem um sistema de moeda digital que poderia “ameaçar ou até superar” a Alipay e o WeChat Pay usando a tecnologia blockchain.
Em meio às pressões regulatórias que está sofrendo em cima de sua criptomoeda, a Libra, o Facebook concluiu mais um passo na reformulação de seu braço financeiro, alterando nome de sua carteira digital de Calibra para Novi. Em postagem oficial no blog, a empresa disse que essa nomenclatura foi inspirada nas palavras latinas "novus" e "via", que significam "novo" e "caminho", respectivamente.
Embora o Facebook tenha dito inicialmente que haveria uma única moeda Libra atrelada a uma série de moedas nacionais tradicionais, o plano agora parece ser ter várias cédulas digitais atreladas a moedas individuais, além da própria Libra. O site da Novi diz que, inicialmente, isso pode incluir moedas como o dólar americano, a libra britânica e o Euro.
O Facebook diz que sua missão para Novi e Libra permanece a mesma, apesar das mudanças repentinas: tornar o envio de dinheiro tão fácil quanto "enviar uma mensagem". Entre as estratégias planejadas está a criação de um aplicativo para a Novi que trabalhe de maneira independente, mas esteja atrelada ao WhatsApp e ao Messenger, os mensageiros do grupo Facebook.
Para se inscrever no serviço, os interessados devem usar um ID emitido pelo, mas a transferência ocorrerá sem taxas ocultas, garante a empresa, e os usuários terão acesso ao suporte 24 horas por dia, sete dias por semana. O controle da Novi será feito por uma subsidiária do grupo Facebook chamada de Novi Financial.
Ainda não se sabe, porém, quais os reais motivos pela mudança do nome da carteira digital. Uma pista pode ser a nova logo, completamente reestilizada e sem muita semelhante com o antigo. A então marca Calibra tinha um design muito parecido com um banco chamado Current, o que poderia gerar ainda mais complicações ao Facebook.
Datas para o lançamento da Libra e da carteira digital Novi ainda são desconhecidas.
“Hoje, estamos animados para apresentar Novi – o novo nome e marca para a carteira digital que ajudará as pessoas a enviar e obter as moedas digitais da Libra”, disse o diretor da Novi, David Marcus, em um blog post da empresa.
Fazer um rebranding enquanto a pandemia de coronavírus toma conta do noticiário geral parece uma boa hora.
O blog post não deu motivo para a mudança do nome para Novi, embora, segundo Marcus, o nome fosse “inspirado” pelas palavras latinas “novus” para “novo” e “via” para “caminho”.
“É uma nova forma de enviar dinheiro, e a nova identidade visual e design da Novi representam o movimento fluido das moedas digitais”, explicou ele.
A mudança também oferece à carteira uma nova identidade totalmente separada das controvérsias da Libra até o momento. Outra razão pela qual a empresa pode querer alienar a identidade da moeda e da carteira: ao contrário da Libra (que é administrada pela Associação Libra, uma associação sem fins lucrativos), a carteira da Novi é uma ferramenta que pertence e é operada pelo próprio Facebook.
Isso significa que – se o pior acontecer, e a Libra acabar por dar errado – essa carteira pode ser usada independentemente de criptomoedas – sendo utilizada, por exemplo, por alguma criptomoeda que já é popular.
Como já apontaram anteriormente, um dos maiores pontos de venda da Libra como moeda é seu potencial nos países em desenvolvimento, que é onde a moeda e a carteira serão lançadas.
Segundo Marcus, quando a carteira estrear nesses países, ela virá com “recursos que tornarão as transferências internacionais de dinheiro instantâneas, seguras e sem taxas ocultas”, juntamente com integrações ao WhatsApp e Facebook Messenger.
Embora a data exata de lançamento esteja um pouco no limbo até que as questões regulatórias sejam eliminadas, os passos para garantir um novo nome – e uma nova identidade – sugerem que esta estreia pode ser mais cedo do que pensávamos.
Se, numa conversa de amigos, te perguntassem “qual é o melhor ativo para se ter investido na última década?”, o que você responderia?
E se fosse dos últimos cinco anos? E dos últimos três? Ficou fácil, não? Afinal, não importa o prazo escolhido, a resposta continua sendo sempre a mesma: o bitcoin.
Pois é, o bitcoin não para de dar seus sinais. Se você ainda está fora dessa, talvez seja porque não está sabendo lê-los da maneira apropriada.
Hoje, meu objetivo será mostrar por que você, enquanto cidadão brasileiro (ou cidadã brasileira), deveria ter ao menos uma parcela do seu portfólio alocada nesse ativo.
Quero ressaltar que não atribuo em minhas palavras qualquer julgamento de valor. Pretendo apenas constatar os fatos como eles são (no decorrer do texto você entenderá o que quero dizer).
Posto isso, vamos ao que interessa.
Uma breve análise da atual conjuntura
Olhe à sua volta. Você, nos seus mais loucos sonhos de virada do ano, imaginou que sua vida (e de toda a população brasileira) estaria onde está hoje?
Trancado dentro de casa, assistindo segmentos inteiros ruírem por conta da disseminação de uma doença que atingiu proporções muito maiores do que os especialistas acreditavam que atingiria?
Para além da maior crise sanitária da História de nosso país, nos tornamos espectadores de uma grande novela política, o que piorou (e muito) a nossa situação.
Em meio à pandemia, o Brasil já passou por tantas mudanças que é importante pensar no futuro e investir em algo que traga retorno, já que as tensões políticas tendem a cada vez mais desvalorizar o real (Imagem: Flickr/Palácio do Planalto)
Em cerca de dois meses, vimos a saída de dois ministros da saúde, um ministro da justiça, uma da cultura e perdemos a esperança no ministro da economia, que se viu forçado a adotar medidas totalmente antagônicas àquilo que defendia publicamente.
Soma-se a isso o fato de não termos uma liderança unificada para conduzir a crise sanitária, o que nos fez ter uma das menores taxas de sucesso de contenção da disseminação da COVID-19 em relação a vários países do mundo.
Não me refiro, aqui, exclusivamente ao presidente da república. Me refiro à classe política como um todo. Não tivemos um líder forte o suficiente para estabelecer diretrizes tão fundamentais no combate a uma doença que fez muita gente perder o emprego e/ou encerrar suas atividades.
Como se isso não bastasse, a falta de um plano concreto para a quarentena (tanto para a entrada como para a saída) é uma realidade, que fará com que o tempo de redução da atividade econômica seja significativamente maior no Brasil do que em outros países.
Isso gera um impacto direto nos gastos do governo que, na tentativa de socorrer a população por conta da paralização gerada pela pandemia, se vê forçado a se endividar cada vez mais.
Por conta disso, devemos perceber uma forte deterioração fiscal no país, ocasionada especialmente pela necessidade de manutenção dos programas assistenciais.
Real desvalorizado; dólar superinflacinado — é hora de buscar por ativos mais seguros (Imagem: REUTERS/Bruno Domingos)
Ocorre que a má gestão pública gera insegurança no investidor, que só toparia alocar seu capital no país com a possibilidade maior de ganhos (a famigerada razão retorno-risco).
Entretanto, em compasso com o governo, o Banco Central se vê forçado a diminuir drasticamente os juros. Afinal, é necessário prestar suporte ao número quase obsceno de empresas de médio e pequeno porte que tiveram seu fluxo de caixa extinto.
Em contrapartida, a diminuição na taxa de juros afasta o investidor. Com um risco político tão elevado, não há sentido em comprar a dívida pública se ela te paga meros 2% ao ano. Em suma, o investidor prefere se manter em dólar (moeda forte) a alocar seu capital em títulos do governo brasileiro.
Agora, pare para pensar: você, enquanto investidor, está mesmo disposto a correr o risco de ver as coisas se deteriorarem por aqui? Até que ponto você, de fato, confia no seu governo?
É claro, há sempre a opção de correr para a moeda forte. O dólar é, historicamente, um refúgio para investidores desesperados. Ocorre que as coisas também não vão, assim, tão bem nas terras do tio Sam.
Os pacotes de socorro adotados pelo Fed são sem precedentes. Emissões monetárias, atuação como comprador de última instância de ETFs e mais uma série de outras medidas sustentam (artificialmente) a economia por um tempo. Mas não para sempre.
O Banco Central dos Estados Unidos deve sustentar a atividade econômica até quando conseguir mas, em algum momento, essas medidas devem chegar à exaustão.
O “efeito dominó” causado pela pandemia será sentido em todo o mundo; planeje bem seu portfólio para não ser “derrubado” (Imagem: Freepik/mindandi)
Você pode sempre tentar se refugiar na zona do euro, claro, mas as coisas também não parecem ir bem por aquelas bandas. A expectativa de quedas drásticas no PIB é generalizada na região, com os mais atingidos pelo novo coronavírus podendo ter, inclusive, retrações de dois dígitos, como é o caso da Itália. O mesmo vale para países asiáticos.
E a verdade é que só teremos noção do real estrago ocasionado pela pandemia no final do terceiro trimestre do ano, quando as empresas de capital aberto divulgarem seus balanços, contemplando o período de lockdown em sua plenitude. Lá, sim, poderemos ver o tamanho do buraco.
Enfim, ao olhar para esse conjunto de fatores, já dá para sentir o drama da coisa toda.
Como o bitcoin se encaixa nessa trama
Como consequência da atual conjuntura, provavelmente teremos um real fraco e uma economia mundial em colapso por conta da exaustão da capacidade dos bancos centrais de fomentarem a atividade econômica.
Pensando que o mais provável será uma recuperação lenta e gradual do nível de atividade e, olhando para o tamanho do despejo generalizado de dinheiro na economia, é impossível prever, com exatidão, quais serão os impactos das medidas adotadas por governos do mundo todo.
Mas é razoável crer que teremos algo no espectro entre um elevado nível de inflação e com uma armadilha de liquidez. Portanto, como bom alocador de recursos, você deve adotar as medidas necessárias para se proteger.
Você pode não confiar no bitcoin, mas é importante entender o quão bem ele funciona e garantir altos retornos em meio a crises econômicas (Imagem: Unsplash/@silverhousehd)
E se eu te dissesse que já existe um ativo que, historicamente, é descorrelacionado dos demais ativos financeiros do mercado e de movimentos políticos? E que esse ativo melhora o coeficiente de retorno ajustado ao risco de um portfólio bem estruturado, até mesmo com um pequeno percentual alocado?
Pois é, meu caro, essa é a hora do bitcoin mostrar por que veio ao mundo. É a primeira crise econômica de grandes proporções desde a sua criação, em janeiro de 2009.
E, por ironia do destino, o momento de maior flexibilização das políticas econômicas da História recente coincidiu justamente com a redução, pela metade, na emissão diária de bitcoin.
E o melhor: no time das mentes brilhantes que entenderam, neste ano, o real valor do ativo, temos ninguém menos que Paul Tudor Jones, gestor de um fundo multibilionário; Jim Simon, gestor do Renaissance Medallion Fund, o maior fundo quant do mundo; e Luis Stuhlberger, o maior gestor de fundos multimercados da América Latina.
Se mesmo assim você ainda não estiver convencido de que deve dedicar mais atenção para esse mercado, olhe para todo o ecossistema que floresceu em torno dos criptoativos.
Indo além, as maiores Bolsas do mundo já negociam derivativos de bitcoin e, muito em breve, negociarão também os de ether.
Com tantos sinais apontando para você se expor a essa nova e fascinante classe de ativos, o que está te impedindo de enxergar? Já passou da hora de deixar as amarras do passado de lado e alocar um percentual do seu portfólio em bitcoin.
Tenho certeza que, daqui a alguns anos, você se lembrará desse texto e agradecerá.
Te espero do lado de cá, onde as coisas são um tanto diferentes. Um abraço.
Libra já perdeu diversos apoiadores desde seu anúncio oficial
O entusiasmo pela Libra, a criptomoeda apoiada pelo Facebook, foi nas alturas no Consensus: Distributed na manhã de terça-feira, mas Michael Shaulov, CEO e co-fundador da plataforma de transações cripto FireBlocks, estava pronto para derrubar todo o entusiasmo.
O anfitrião Ran Goldi, CEO do provedor de liquidez First – que tem o lema “We believe in Libra” (Acreditamos na Libra) em seu site – enfatizou sua posição já cedo: “Não ficarei surpreso se virmos outras stablecoins sendo lançadas na Libra”, disse ele dentro dos primeiros 15 minutos do show.
Quando Goldi falou de Shaulov, ele apontou que a FireBlocks já havia facilitado mais de US$ 7 bilhões em negociações todos os meses. “Eu sei que, olhando para o seu site, vi a Genesis [Genesis Trading, empresa irmã da CoinDesk] e vi outros grandes provedores de liquidez, e tenho certeza de que eles farão parte do ecossistema da Libra”.
Goldi então fez sua primeira pergunta, “apimentada”, como ele a chamava, sobre o motivo pelo qual a FireBlocks não havia decidido ingressar na Libra Association, apesar de seu principal rival, o provedor de custódia Anchorage, ser um membro fundador.
Shaulov deu um meio sorriso. O quarto em que ele estava não estava muito bem iluminado, o que lhe dava uma presença ameaçadora. “Essa é realmente uma pergunta muito boa”, disse ele, antes de refutar rapidamente a ideia de que FireBlocks e Anchorage eram, de qualquer forma, concorrentes.
Então Shaulov voltou-se para o ponto principal: “Estávamos pensando em fazer parte da Associação [Libra] ou não, e acho que, com o tempo, percebemos que, na verdade, não está claro que fazer parte da associação realmente nos ajudaria. “
Shaulov não deu mais detalhes e um silêncio pedregoso encheu o canal. Oito empresas, incluindo Mastercard, Vodafone e Visa, saíram da Libra Association desde a sua criação não mais de um ano atrás.
Talvez ciente de que ele havia matado sozinho a atmosfera pró-libra, Shaulov acrescentou rapidamente: “Se fôssemos parte da Associação, eu não participaria deste painel”.
“Vou aceitar isso como um elogio”, brincou Goldi.
Goldi poderia esperar que Shaulov compartilhasse seu entusiasmo. No início do bate-papo, o co-fundador da CoinGecko, TM Lee, havia criticado o Facebook e a Libra Association por assustar os reguladores com seu white paper original. “Obviamente cometemos muitos erros”, reconheceu Goldi.
Shaulov argumentou que as stablecoins, de maneira mais ampla, tinham um potencial emocionante, mas quando Goldi perguntou quais eram algumas das principais características que faltavam na Libra, Shaulov não precisou fazer uma pausa para pensar. “Existir”, disse Shaulov, é a característica mais importante a ser tirada da lista.
Associação Libra – organização independente impulsionada pelo Facebook em conjunto com outras empresas para desenvolver uma infraestrutura financeira que suporta a criptomoeda Libra – nomeou Robert Werner como conselheiro geral.
Além de fundador e presidente executivo da GRH Consulting, Werner assumiu cargos de liderança em instituições financeiras públicas e privadas. Foi diretor da Rede de Combate a Crimes Financeiros (FinCEN) do Departamento do Tesouro dos Estados Unidos, diretor do Gabinete de Controlo de Ativos Estrangeiros (OFAC), no mesmo país, conselheiro geral do subsecretário do Tesouro, Terrorismo e Intelligence Financeira e conselheiro geral assistante para Cumprimento e Intelligence no gabinete do conselheiro geral.
Posteriormente, assumiu cargos de liderança nos bancos HSBC e Goldman Sachs, onde desempenhou funções executivas para a área de Política, Privacidade e Relações Regulatórias, além de ter sido responsável por compliance de crime financeiro na Merrill Lynch.
“Estou grato pela oportunidade de me juntar à Associação Libra, trabalhando para transformar o panorama global de pagamentos e dar poder a milhares de milhões de pessoas”, afirma em comunicado Robert Werner. “Dediquei a minha carreira a combater o crime financeiro e a ajudar organizações complexas a alcançarem a compliance regulatória, tanto no Governo como no sector privado. Estou entusiasmado por contribuir de forma significativa para um projeto como este.”
Recorde-se que, na sequência da pressão de políticos, reguladores e da desistência de vários membros fundadores de peso (nomeadamente na área dos pagamentos, como a Visa, a Mastercard e a Paypal), o Facebook e os seus parceiros submeteram à Autoridade Suíça de Supervisão de Mercados Financeiros (FINMA), em abril de 2020, um novo whitepaper com metas menos ambiciosas, para obtenção de uma licença de pagamentos.
O projeto da Libra parece-se agora mais com uma rede de pagamentos tradicional, com as moedas digitais vinculadas a uma moeda local, do que com um novo tipo de sistema financeiro, como a multinacional liderada por Mark Zuckerberg preconizava.
Embora a criptomoeda Libra continue a ter na sua base uma reserva de moedas nacionais (como estava previsto inicialmente), este aspeto tem um peso menor em todo o projeto. E os fundadores apresentam agora a Libra como uma plataforma que pode servir para moedas digitais emitidas em bancos centrais.
Facebook e Instagram ganham loja virtual integrada. Assim, haverá sessão dedicada para a compra de produtos. Opção trará mais facilidade às empresas que desejam vender através das plataformas sociais. Mudança pode impactar profundamente o mercado online.
Mark Zuckerberg, o criador do Facebook e dono do Instagram, está investindo pesado no e-commerce.
O empresário, famoso por criar iniciativas em diversas frentes (incluindo no universo cripto), acaba de criar uma função inovadora nas suas plataformas sociais.
Essa iniciativa, no caso, pode mudar o panorama das compras online.
Dessa maneira, através do Facebook Shops, as páginas de empresas poderão se transformar em online stores.
Além do Facebook, o Instagram também criará uma aba dedicada às compras no app.
Facebook Shops
O Facebook está facilitando a relação entre as empresas e os consumidores nas suas plataformas.
Assim, com o lançamento do Facebook Shops, as páginas comerciais poderão oferecer produtos diretamente nas suas mídias sociais.
Nesse link, é possível ver informações mais detalhadas sobre o Facebook Shops (em inglês).
A novidade foi lançada hoje, 19 de maio. Porém, ela estará disponível aos poucos, a partir dos próximos meses.
Apesar da existência do Marketplace no FB, o Facebook Shops será mais direto, permitindo o contato imediato entre os consumidores e os produtos da empresa.
Desse modo, através da página do Facebook ou do aplicativo, vai ser possível ao comprador acrescentar os produtos desejados ao carrinho.
Para a loja adicionar os produtos, basta criar uma “coleção”, dar o nome e colocar a foto dos itens.
Loja no Facebook será integrada com o Instagram
A principal novidade do Facebook Shops é a sua integração com a página do Instagram da empresa:
Dessa maneira, será possível que as lojas ofereçam o mesmo catálogo no Facebook e no Instagram.
No Instagram, porém, a estratégia de vendas será mais agressiva.
Isso porque, aparentemente, o aplicativo será atualizado para substituir o botão “atividade recente” pelo Instagram Shop no final de 2020.
A Libra será incluída?
Além das redes sociais, o Facebook tenta engatar a sua própria criptomoeda: a Libra.
A Libra é um projeto extremamente polêmico na comunidade cripto, tendo em vista os problemas relacionados ao Facebook e a sua “onipresença” na vida privada das pessoas.
Conforme os artigos publicados pelo BeInCrypto, a Libra causou temor nos governos de diversos países do mundo. Agora, ela está sendo apresentada na versão 2.0 para tentar agradar aos políticos.
De todo modo, é difícil deixar de pensar na integração entre a Libra e o Facebook Shops, caso a criptomoeda realmente venha a existir.