sábado, 29 de junho de 2019

O PLANO DE ZUCKERBERG PARA DOMINAR O MUNDO, PARTE II



O Facebook, o mesmo gigante que tem estado nos últimos anos debaixo de fogo intenso nos dois lados do Atlântico – pela forma como poderá ter tido influência direta nos resultados eleitorais nos EUA e no Brexit, pelo uso abusivo da informação, pela violação da privacidade dos 2,4 mil milhões de utilizadores –, teve agora nova ideia extraordinária: lançar uma criptomoeda chamada Libra

As distopias dão boas histórias: alguns dos melhores livros de ficção falam de mundos em que o homem é dominado por forças que viram do avesso as sociedades e espelham o pior da natureza humana – veja-se o 1984, de George Orwell; O Ensaio Sobre a Cegueira, de Saramago; O Quase Fim do Mundo, de Pepetela; The Handmaid’s Tale, de Margaret Atwood. Só que hoje praticamente nem precisamos de literatura: ao ler as notícias, parece que estamos no arranque de um livro de ficção científica com um desfecho potencialmente desastroso.
O Facebook, o mesmo gigante que tem estado nos últimos anos debaixo de fogo intenso nos dois lados do Atlântico – pela forma como poderá ter tido influência direta nos resultados eleitorais nos Estados Unidos da América e no Brexit, pelo uso abusivo da informação, pela violação da privacidade dos 2,4 mil milhões de utilizadores (de longe, a maior nação do mundo) –, teve agora nova ideia extraordinária: lançar uma criptomoeda chamada Libra.
Sim, a discussão entre políticos e reguladores dos EUA e Europa passa neste momento pela ideia de desmembrar empresas tecnológicas como o Facebook, a Google ou a Amazon – consideradas demasiado grandes e perigosas para não distorcerem o mercado (a senadora democrata Elizabeth Warren já anunciou que se for eleita Presidente dos EUA vai desmembrar as companhias). Ainda assim, em vez de se recentrar, Zuckerberg prefere seguir a velha máxima inscrita por todo o lado na sede mundial da sua empresa, em Silicon Valley: “Hack and move fast” (algo como “hacka” e anda depressa).
A nova criptomoeda será uma parceria entre 28 empresas e organizações não governamentais, entre as quais a Uber, o eBay, a Spotify e a Farfetch (fundada por um português), e que inclui empresas de pagamentos como Visa, Mastercard e PayPal. A sede fica em Genebra, na Suíça.
Tal como a polémica Bitcoin, esta divisa poderá ser enviada eletronicamente entre utilizadores em qualquer parte do mundo, sem necessidade de uma entidade central. A moeda circulará numa blockchain de código aberto e descentralizada (a base de dados), mas o plano é que a libra comece por estar suportada por uma reserva de moedas fiduciárias para evitar grandes flutuações de valor. Ainda está bem presente a memória das quedas abruptas da Bitcoin, que afundou 80% entre janeiro e setembro do ano passado, arrastando algumas poupanças de utilizadores aventureiros. Terá uma killer app que vai permitir pagar através de um sistema de messaging, e muito rapidamente pode vir a tornar-se uma forma de pagamento informal utilizada entre amigos ou para pequenas compras e transferências internacionais. E já aspira a, mais tarde, poder vir a conceder créditos.
O projeto foi, claro, vendido como benemérito: agilizar a forma de milhares de pessoas sem acesso a contas bancárias transferirem e guardarem dinheiro a partir do telemóvel. Consegue ouvir os violinos? Porém, em causa está, claro, um gigantesco negócio potencial de biliões de euros.
Depois de a Apple já ter tentado aventurar-se com um sistema de pagamentos próprios no iphone, esta nova Libra, com estreia prevista para daqui a um ano, é um assalto frontal e direto ao sistema financeiro (depois do assalto frontal e direto à indústria dos média), que já está a “panicar” com a ideia deste “bypass” aos seus serviços. Isso só por si não é necessariamente mau: pode obrigar a reduzir custos de transação e agilizar processos. O pior mesmo é a forma como o Facebook e outras tecnológicas passarão a ter um domínio planetário ainda maior e a controlar as nossas vidas, agora sim, de uma ponta à outra, com o histórico que têm de utilização indevida de dados pessoais. Além de lhes confiarmos a nossa privacidade, também vamos entregar-lhes o nosso dinheiro?
Com os gigantes tecnológicos debaixo de enorme pressão regulatória e política, a desconfiança em relação à Libra é mais do que legítima. Convenhamos, tudo o que o mundo não precisa neste momento é de uma nova moeda global pensada pelo Facebook. É bom que a indústria, os reguladores e os Estados se mexam depressa, ou o setor será triturado e todos nós engolidos num sistema atraente mas potencialmente explosivo. Os danos potenciais, esses, são incalculáveis.
Mafalda Anjos

sexta-feira, 28 de junho de 2019

Libra, criptomoeda do Facebook: Questão de legitimidade e do aprendizado



Uma das principais questões para qualquer instituição se consolidar de maneira antifrágil é sua legitimidade. Legitimidade, de maneira simplificada para o problema das moedas, é dada pelo quanto as pessoas não acreditam que seu uso é imoral e por sua facilidade de uso.
No caso da imoralidade, há uma impressão de eventualmente associarem as criptomoedas a crimes virtuais, hacks e lavagem de dinheiro. Não posso confirmar isso mais do que com anedotas, mas não me surpreenderia se numa pesquisa de opinião mostrassem que o cidadão comum tem o medo de, caso um possuam Bitcoins, tenham medo de serem roubados. Desta maneira, a legitimidade do Bitcoin está comprometida por um problema do tipo.
Essa questão é particularmente sensível para o Brasil. Vivemos num país onde procuradores e juizes especializados num crime de altíssima complexidade e uso de tecnologia, a lavagem de dinheiro advindo de corrupção, falham em usar um two-step authentication ou de se proteger minimamente de vazamentos.
O nosso cuidado com a segurança é altamente deficiente e eu me incluo nesta lista de pecadores digitais. O Bitcoin é baseado num núcleo seguro, mas as pontas sofrem de problemas causados por usuários que, naturalmente, não são especialistas em segurança.
Quando ainda havia grandes debates sobre o Ethereum ser uma criptomoeda, havia duas posturas majoritárias sobre o que determinaria o preço da tecnologia. Uma afirmava que os DApps valeriam mais que a própria rede Ethereum (Fat Apps), outra afirmava que a plataforma reteria parte significativa do que os aplicativos geram (Fat Platforms).
Uma terceira, corria por fora e dizia que ganharia recursos empresas que conseguissem transformar a plataforma em algo útil, com produtos relativamente centralizados e seguros (Fat Wallets). Acredito que, se o Ethereum for realmente útil um dia como se propõe, muito será por companhias que garantam a segurança posto que há uma dificuldade grande em se adequar a propostas ousadas como a de DApps.
Fonte: moneytimes.com.br

quinta-feira, 27 de junho de 2019

Facebook entra em águas perigosas com criptomoeda 'libra'

Na semana passada, o Banco da Inglaterra divulgou o resultado de uma revisão independente sobre o futuro das finanças, e sua resposta ao estudo. Como se para provar a importância dessas questões, o Facebook e 27 parceiros anunciaram um plano para uma moeda digital mundial chamada libra, e um sistema de pagamentos online associado. Como se deve avaliar a importância, promessa e risco desses desdobramentos? Como as autoridades regulatórias deveriam reagir? A resposta é: com cautela.
A revolução da informação, agora aumentada pela inteligência artificial, certamente revolucionará as finanças. Tem benefícios enormes a oferecer, na forma de serviços de pagamentos mais rápidose mais baratos, serviços financeiros de qualidade superior, e uma melhor administração de riscos. Já estamos diante de um grande declínio no uso de dinheiro em espécie e de crescimento explosivo nos pagamentos digitais. Na China, a revolução na tecnologia de pagamentos, liderada pela Alipay (agora parte da Ant Financial) já é extraordinária., O Facebook está tentando criar um rival. Nota: essa é uma área na qual os Estados Unidos estão defasados com relação à China.
Mark Zuckerberg, CEO do Facebook - Amy Osborne - 30.abr.19/AFP
Mas a infraestrutura financeira também é crítica. Uma pane no sistema financeiro provavelmente causaria séria crise econômica. Inovações mal compreendidas muitas vezes servem de origem a calamidades desse tipo. Portanto, é vital garantir que as implicações de grandes inovações, como a libra, sejam bem compreendidas. Mark Carney, presidente do Banco da Inglaterra, argumentou na semana passada, em um discurso na Mansion House, que o banco "está abordando a libra de mente aberta, mas não com as portas abertas". E a mente mesma não deve estar completamente aberta.
Uma primeira questão deve ser se podemos confiar no proponente de uma inovação tão sensível. O Facebook se comportou de maneira grosseiramente irresponsável com relação ao seu impacto sobre as nossas democracias. Não há motivo óbvio para que mereça confiança quanto aos nossos sistemas de pagamento. O Facebook tem uma resposta: a companhia conta com apenas um voto na Libra Association, que terá um sistema de governança independente, sediado em Genebra. A ideia é que a associação conte com 100 membros, quando do lançamento da moeda, em 2020. Mas parece provável que o Facebook domine o desenvolvimento técnico da libra. E isso certamente conferirá à empresa uma influência dominante.
Randal Quarles, presidente do Conselho de Estabilidade Financeira - uma organização internacional de fiscalização - está certo ao dizer aos países do G20, em sua reunião no Japão, que "um uso mais amplo de novos tipos de criptoativos para propósitos de pagamentos de varejo mereceria escrutínio severo por parte das autoridades, para garantir que estejam sujeitos a padrões severo de regulamentação".
Assim, além das dúvidas sobre a entidade proponente, um novo sistema mundial de pagamentos precisará ser avaliado também em termos de estabilidade técnica, impacto sobre a estabilidade financeira (especialmente nos países em desenvolvimento) e exposição a fraudes, criminosos e terroristas. Também haverá grandes questões sobre concentração de poder, caso o empreendimento encontre sucesso.
O plano de hoje envolve apenas um sistema de pagamento. A moeda em si, nas palavras do documento distribuído sobre a libra, será "lastreada integralmente por uma reserva de ativos reais. Uma cesta de depósitos bancários e títulos governamentais de curto prazo será retida na reserva da libra, para cada libra criada, o que gerará confiança sobre seu valor intrínseco". Mas esse valor ficará vulnerável a flutuações cambiais e choques financeiros (entre os quais controles de câmbio). O movimento da libra com relação a outras moedas pode incomodar os usuários. As autoridades regulatórias teriam de avaliar as instabilidades associadas a um sistema como esse.
Não estou apto a julgar a estabilidade técnica do sistema proposto. A afirmação de que o sistema terá por base a tecnologia "blockchain" parece bastante questionável. Mas apenas os partidários intransigentes dos sistemas "não permissivos" precisam se preocupar com isso. O que mais importa é que o sistema seja robusto, resistente a violações e que proteja a privacidade dos usuários, enquanto autoriza o acesso regulatório, das autoridades judiciais e de outras partes com interesse legítimo sobre quem o esteja usando.
Uma questão crucial é como a libra interagiria com os bancos tradicionais. Poderia privá-los de grande proporção de seus clientes, na ponta dos pagamentos. Ou em lugar disso o sistema libra poderia deter grandes depósitos nos bancos, equiparados, na ponta oposta de seu balanço, pelas posições dos clientes em libras.
Alternativamente, como disse Carney, "à medida que novos provedores de pagamentos e sistemas emergem, o acesso à infraestrutura central [do Banco da Inglaterra] deve mudar e faz sentido considerar se eles também deteriam fundos overnight no balanço do banco.[central]. Na medida em que bancos centrais criam essas reservas (decisão que lhes cabe exclusivamente), um sistema como o da libra poderia contornar completamente o sistema tradicional de pagamentos centrado nos bancos. A vantagem histórica dos bancos como detentores de informações para concessão de créditos poderia desaparecer.
Uma possibilidade muito mais significativa emerge: o sistema libra, com seu conhecimento dos clientes, poderia se tornar origem de empréstimos, usurpando a função dos bancos tradicionais na ponta dos ativos em seus balanços. Se o pior acontecer, o mundo poderia se ver diante de um monobanco dominado pelo Facebook. Os riscos associados a isso são imensos: potencial instabilidade monetária e financeira, concentração de poder político e econômico, falta de privacidade e muitas outras questões. Uma moeda mundial, criada por empréstimos de bancos mundiais (porque bancos criam dinheiro como subproduto de seus empréstimos), em uma moeda (a libra) que não é garantida por qualquer banco central e não conta com uma autoridade regulatória dominante, parece criar um risco exagerado de instabilidade.
Existe de fato o potencial para sistemas de pagamento muito melhorados. Mas o surgimento de um sistema de pagamento em uma rede com a escala do Facebook despertaria questões sérias. Caso a libra se torne um sistema bancário verdadeiro, com a capacidade de criar uma moeda, as questões se tornariam ainda mais prementes. Mesmo que seja descartada a hipótese de empréstimos pelo sistema libra, as autoridades regulatórias não deveriam permitir que esse plano vá adiante sem compreender plenamente as implicações. Esse deveria ser o caso mesmo que principal proponente da ideia não fosse o Facebook. Mas é. Por isso, cuidado.
 
Financial Times

quarta-feira, 26 de junho de 2019

Criptomoeda do Facebook cria caminho para 'imprimir ainda mais dinheiro' via serviços de mensagem

BLOOMBERG
Os planos do Facebook para uma nova criptomoeda podem mudar setores econômicos inteiros. Mas um resultado mais provável seria que a tecnologia transforme os negócios do próprio gigante da mídia social.
O Facebook obtém a maior parte de sua receita da publicidade, mas o presidente-executivo da companhia, Mark Zuckerberg, afirma que o futuro está nas mensagens privadas. É uma mídia complicada para os anúncios digitais, que requerem coleta intensiva de dados, e por isso Wall Street vem tentando imaginar como a empresa pretende ganhar dinheiro com o seu novo futuro. A libra, criptomoeda anunciada pelo Facebook na semana passada, oferece uma resposta muito interessante.
"A libra poderia introduzir um produto novo e importante e uma nova fonte de receita para o Facebook, nos próximos anos", escreveu Mark May, analista do Citigroup, em uma recente nota de pesquisa intitulada "o caminho do Facebook para imprimir ainda mais dinheiro".
Mark Zuckerberg, CEO do Facebook - Amy Osborne - 30.abr.19/AFP
O Facebook tem mais de 1,5 bilhão de usuários nos serviços de mensagem Messenger e WhatsApp, mas praticamente não fatura com eles. Na semana passada, quando revelou seus planos para a libra, a companhia também anunciou que incluiria novos serviços digitais de pagamento nesses apps, para que os usuários possam usar a criptomoeda a fim de enviar dinheiro a amigos e empresas em todo o mundo. Se o plano funcionar, o WhatsApp e o Messenger se tornarão novos polos de pagamentos e comércio que receberão comissões modestas mas lucrativas sobre as transações que intermediam, de acordo com May e outros analistas.
"Essa decisão é um forte indicador da intenção do Facebook de se tornar uma plataforma de transações (por meio do Messenger e WhatsApp), se expandindo para muito além de seu já imenso negócio publicitário", escreveu Yousef Squali, analista do banco de investimento SunTrust Robinson Humphrey.
O Facebook tem um histórico de não muito sucesso nos serviços de pagamentos, e a libra foi recebida com desagrado pelos puristas das criptomoedas. Mas a WeChat e a QQ, da China, demonstram o que é possível quando apps de mensagens conseguem incluir pagamentos e outros serviços em seus pacotes. O WeChat e o QQ ganham dinheiro ao facilitar pagamentos entre usuários e comerciantes, distribuir jogos para celulares e vender produtos digitais como "stickers" e avatares. Os serviços fizeram de sua controladora, a Tencent Holdings, a companhia de capital aberto de valor mais alto na China.
esforço do Facebook nas criptomoedas pode facilitar ofertas semelhantes em termos de pagamentos, compras, apps e jogos, e ao mesmo tempo explorar a imensa base de usuários da empresa na Ásia, onde ela tem quase quatro vezes mais usuários mensais ativos do que na América do Norte, de acordo com Mark Mahaney, analista da RBC Capital Markets. A libra "pode se provar uma das iniciativas mais importantes na história da companhia, em termos de atrair novos engajamentos e criar novas fontes de receita", ele escreveu em nota de pesquisa recente.
Por enquanto, o Facebook e sua nova subsidiária Calibra, que está criando os sistemas digitais de pagamentos, descrevem a criptomoeda como forma de pessoas enviarem dinheiro a amigos em outros países. David Marcus, que comanda o projeto libra no Facebook, disse que a empresa não planeja cobrar comissão quando os usuários enviam dinheiro a amigos, e que provavelmente cobrará "taxas muito modestas por transação" no caso de pagamentos a empresas.
Esse pode ser o primeiro passo rumo a algo mais lucrativo. Antes do Facebook, Marcus foi presidente do PayPal, o principal serviço independente de pagamentos digitais nos Estados Unidos. O PayPal permite transferências de dinheiro de pessoa a pessoa, mas se tornou um método comum de pagamento por compras online, também.
"Transferências de dinheiro de pessoa a pessoa não costumam ser fonte de lucros", disse Harshita Rawat, analista na corretora Sanford C. Bernstein. "O caso efetivo de uso é acostumar as pessoas a realizar transações financeiras na plataforma e depois começar a lançar atividades relacionadas ao comércio eletrônico. "Assim que os usuários começam a se sentir confortáveis quanto a enviar dinheiro por meio de um app, acrescentar um mercado de varejo e mais formas de interações com empresas são consequências frequentes. É aí que surge a "verdadeira oportunidade de monetização", ela acrescentou.
Marcus consegue antever um futuro no qual o Facebook transformará os serviços de pagamentos digitais em um novo negócio - ainda que não saiba exatamente que forma ele tomaria.
"Com o tempo, se criarmos mais serviços com base na libra, provavelmente indexaremos outras fontes de renda", ele disse. "Isso é para o futuro. Não vamos fazê-lo nos primeiros anos desse ecossistema, porque nosso foco deve ser promover a adoção".
Determinar se essa adoção será conseguida é o problema mais premente para o Facebook. Os planos da companhia para a criptomoeda já estão sob ataque de autoridades regulatórias americanas e europeias, que não gostam da ideia de uma incursão do Facebook a ainda outro aspecto da vida pessoal dos usuários. E conquistar a confiança dos consumidores depois de anos de incidentes quanto à privacidade pode se provar mais difícil do que o Facebook antecipa. Rawat descreve a libra como "um projeto ambicioso".
Se as pessoas começarem a usar a libra em seus sistemas de pagamento digitais, o Facebook pode não precisar de anos de prazo para fazer dessas atividades uma fonte de receita. Marcus acredita que os novos sistemas podem ter impacto financeiro mais imediato em uma linha de negócios que o Facebook já conhece bem: a publicidade dirigida. Se os usuários dispuserem de libras em suas contas quando estiverem lendo o "news feed" do Facebook, o processo de compra de um produto pode ser facilitado no momento em que cliquem em um anúncio. Isso tornaria veicular anúncios no Facebook mais atraente para os anunciantes.
"Se acontecer mais comércio eletrônico na plataforma, as pequenas empresas gastarão mais e a publicidade será mais efetiva para elas", ele disse.

Bloomberg News, tradução de Paulo Migliacci