quarta-feira, 17 de junho de 2020

Mulher de 27 anos na lista de talentos do MIT por conta da Libra (Facebook)

Libra 2.0 tem pouca semelhança com o plano inicial do ‘Facebook Coin’
Morgan Beller é uma das principais responsáveis pela ideia da Libra, criptomoeda do Facebook, que está sendo colocada em prática. Com apenas 27 anos, já é uma das grandes personalidades jovens do mundo. Beller representa um marco para o empreendedorismo feminino e para as criptomoedas.
O MIT (Massachusetts Institute of Technology) é uma das universidades mais conceituadas do mundo.
Por isso, todos estão interessados em saber quais são as pessoas que o MIT vê com bons olhos.
Assim, de forma interessante, uma jovem mulher entrou na lista das pessoas inovadoras com menos de 35 anos de idade: essa é Morgan Beller, que hoje tem 27 anos de idade.
Beller entrou na categoria dos “visionários”, já que é uma das principais figuras por trás da criptomoeda do Facebook.

Jovem empreendedora deu a ideia de criptos para o FB

Morgan Beller
Em 2017, Morgan Beller trabalhava na equipe de desenvolvimento corporativo do Facebook.
Foi naquela época que ela se ofereceu para começar a trabalhar numa maneira de o Facebook entrar no mundo das criptomoedas. Ela tinha acabado de entrar para a equipe.
Dessa maneira, Morgan foi a primeira pessoa a colocar o Facebook no radar das criptos. Ela é a principal responsável pela Libra, criptomoeda que está prestes a ser lançada pelo Facebook. Além disso, ela também ajudou a desenvolver a Novi, carteira digital do FB.
Atualmente, Morgan Beller é a Chefe de Estratégias (Head of Strategy) da Novi.
Vale ressaltar que, em 2017, a utilização de criptomoedas no universo corporativo ainda era extremamente controversa.
Independentemente do que acontecerá com a Libra, é de admirar que uma jovem funcionária teve a ideia de envolver o Facebook com o blockchain e as criptomoedas.
Devido ao tamanho da empresa, há muita probabilidade de essa relação dar certo para o Facebook, que conta com bilhões de usuários em todo o mundo.

Libra é extremamente controversa

Libra é a criptomoeda do FB
Como não poderia deixar de ser, a criptomoeda do Facebook é extremamente criticada na comunidade cripto.
Quando o projeto foi anunciado, muitos investidores ficaram céticos em relação à criptomoeda. Assim acontece porque o Facebook é uma empresa que sofre com extrema desconfiança, devido aos seus diversos problemas de vazamentos de dados e comprometimento da privacidade dos usuários.
Além disso, a Libra jamais vai ser uma cripto completamente descentralizada, como acontece com o Bitcoin. Logo, a criptomoeda fica nas mãos dos interesses corporativos do Facebook.
O projeto inicial foi tão polêmico que, desde então, foi refeito. Agora, a Libra 2.0 será, aparentemente, lastreada por um conjunto de stablecoins. Assim, pode ser que a moeda seja pareada com o USD, com o EUR ou com a Libra Esterlina.
Agora, é esperar pelos próximos passos do Facebook e de Morgan Beller.

terça-feira, 16 de junho de 2020

Associação Libra anuncia entrada de novo chefe de compliance

Associação Libra anuncia entrada de novo chefe de compliance

A Associação Libra, uma organização membro independente, anunciou hoje a nomeação de Sterling Daines como seu Chief Compliance Officer (CCO) em seu blog oficial.
Daines já trabalhou no setor de conformidade com crimes financeiros, focado principalmente em medidas contra lavagem de dinheiro e fraude tanto no setor público quanto no privado. Atualmente, ele é o diretor administrativo e chefe global de conformidade de crimes financeiros no Credit Suisse, um banco de investimento com sede na Suíça. Ele deixará o cargo e ingressará à Associação ainda este ano, de acordo com o anúncio.
No comunicado, Daines afirmou que:
“Tenho o prazer de ingressar na Associação Libra, pois trabalha para transformar o espaço de pagamento digital para capacitar bilhões de pessoas. Um elemento crítico para alcançar essa missão é garantir que estamos construindo uma plataforma segura, compatível e confiável para todos os usuários, com os quais espero contribuir significativamente.”
Em seguida, Robert Werner, Conselheiro Geral da Associação Libra afirmou:
“Estou emocionado por o Sr. Daines ingressar na Associação Libra como nosso Diretor de Conformidade. O senhor Daines é um líder de conformidade de classe mundial e trará conhecimentos críticos para o projeto. ”
A nomeação de Daines vem logo após uma série de trocas de membros que incluem a nomeação de Stuart Levey como CEO e Robert Werner como consultor jurídico, juntamente com a adição de sete novos membros – Shopify, Tagomi, Heifer International, Checkout. Temasek, Paradigm e Slow Ventures.
Problemas Regulatórios
Conforme noticiou o CriptoFácil, a Associação Libra anunciou em abril, uma reformulação em seu projeto original de stablecoin. A reformulação envolve a emissão de versões digitais das moedas existente e um possível suporte de moedas digitais emitidas por Bancos Centrais (CBDC).
Entretanto, parece as mudanças, que são uma tentativa de apaziguar os reguladores, não agradaram a todos. Isso porque a congressista dos Estados Unidos, Sylvia Garcia, que também é membro dos Comitês Judiciário e de Serviços Financeiros da Câmara emitiu uma declaração em que considerou as mudanças insuficientes.
Em um comunicado, García declarou que as modificações não atendem às suas preocupações iniciais. Segundo a legisladora, desde que o Facebook e a Associação Libra lançaram seu primeiro white paper, ela deixou claro que tem grandes preocupações sobre o projeto e sua implementação. Garcia comentou que há muitas perguntas sem resposta, como por exemplo por que o Facebook está desenvolvendo uma criptomoeda e de que forma isso afetará a economia global e os consumidores.

segunda-feira, 15 de junho de 2020

WhastApp Pay chega com exclusividade ao Brasil nesta segunda, confira

WhatsApp Pay é lançado no Brasil

O serviço WhatsApp Pay foi oficialmente lançado pelo Facebook nesta segunda (15), sendo o Brasil o primeiro país a receber a novidade. O anúncio foi feito pelo CEO do Facebook, Mark Zuckerberg, em sua rede social.
Em 2020, o Facebook esperava lançar a sua própria criptomoeda, a Libra, que seria uma maneira de ajudar os desbancarizados a ter acesso ao sistema financeiro global. Contudo, após inúmeros problemas com regulamentação, a ideia passa por algumas reformulações e já teve que ser adiada.
Enquanto a Libra não chega, o Facebook anunciou um novo sistema de pagamentos digitais. Chamado de Facebook Pay, o desenvolvimento dessa inovação começou em 2019, que terá o funcionamento semelhante ao Samsung e Apple Pay.

WhatsApp Pay começa a funcionar com exclusividade no Brasil

Muitos na área de tecnologia tem a sensação que o Brasil recebe as inovações após todos os outros países. Contudo, nesta segunda o país foi o primeiro a receber um destaque feito pelo Facebook, empresa que controla uma série de redes sociais.
Ao realizar o anúncio do WhatsApp Pay em seu Facebook, Mark Zuckerberg afirmou que o Brasil será o primeiro país a receber a tecnologia. Dessa forma, enviar e receber dinheiro terá a mesma facilidade já vista no envio e recebimento de uma foto.
Imagem do WhatsApp Pay é divulgada por Mark Zuckerberg, CEO do Facebook
Imagem do WhatsApp Pay é divulgada por Mark Zuckerberg, CEO do Facebook – Reprodução/Facebook
De acordo com Mark, o Brasil será o primeiro país a testar a nova modalidade do WhatsApp. Para ter acesso à funcionalidade é necessária uma conta bancária, que tenha função de débito.
“Hoje estamos começando a lançar pagamentos para pessoas que usam o WhatsApp no Brasil. Estamos a fazer o processo de enviar e receber dinheiro tão fácil quanto partilhar fotos. Também estamos a permitir que as pequenas empresas façam vendas diretamente no WhatsApp”, disse Mark
O novo negócio deverá impactar as vendas online, uma vez que há uma versão comercial do WhatsApp, muito usada por empresas. Ou seja, a novidade chega para facilitar ainda mais os pagamentos digitais, em parceria até com instituições bancárias no Brasil.

Nubank, Banco do Brasil, Sicredi e Cielo, novo recurso chega com fortes parcerias

O WhatsApp Pay chega no Brasil com fortes parcerias neste início, principalmente entre instituições bancárias tradicionais. Na postagem em seu Facebook, Mark afirmou que o Nubank, Banco do Brasil, Sicredi e Woop (conta digital da Visa), são os parceiros iniciais da chegada do WhatsApp Pay.
Para fazer isso, estamos construindo no Facebook Pay, que oferece uma forma segura e consistente de fazer pagamentos em nossos aplicativos. Quero agradecer a todos os nossos parceiros por terem tornado isto possível. Estamos trabalhando com bancos locais, incluindo Banco do Brasil, Nubank, Sicredi, bem como Cielo, o processador de pagamentos de mercadores no Brasil.
A novidade ainda não é tudo segundo Mark Zuckerberg, que deixou no ar que em breve mais recursos deverão ser anunciados. Após alguns problemas com a Libra, o Facebook focou em lançar ferramentas para pagamentos digitais, uma vez que essas oferecem menos problemas com a regulamentação de governos.
O Brasil é o primeiro país onde estamos amplamente a realizar pagamentos no WhatsApp. Mais por vir em breve!

Quanto será possível enviar por dia com o novo WhatsApp Pay?

Os pagamentos serão processados pela Cielo, com um serviço oferecido pelo Facebook Pay. A empresa destacou que “no Brasil, o recurso de pagamentos no WhatsApp pode ser utilizado com cartões de débito, de crédito ou cartões múltiplos (crédito e débito) emitidos pelos bancos e bandeiras participantes“.
Contudo, os cartões de crédito só poderão ser usados em empresas cadastradas no WhatsApp Business com o Facebook Pay configurado para aceitar pagamentos. Além disso, os usuários deverão ter pelo menos 18 anos para ter acesso ao recurso, além de uma conta em um banco participante.
As transferências são feitas com segurança de um banco para outro. O recurso de pagamentos no WhatsApp é oferecido pelo Facebook Pay e processado pela Cielo no Brasil.
Para configurar o WhatsApp Pay, os interessados deverão seguir um roteiro divulgado no FAQ da empresa. Podem ser enviados até R$ 5 mil por mês entre pessoas físicas com o novo recurso, sendo possível enviar até R$ 1 mil por transação e receber até 20 transações por dia. As transações não terão taxas e as confirmações serão feitas no mesmo dia.
Para empresas, as taxas por transações serão de 3,99% e a compensação em até dois dias. Neste caso, não é necessário ter conta apenas nos bancos participantes.

Com a novidade, as ações da Cielo (CIEL3) se valorizam 16% no Brasil hoje, com a empresa sendo a referência do Facebook no Brasil.

sábado, 13 de junho de 2020

Cofundador do Reddit acredita em 'ascensão da criptomoeda'

Alexis Ohanian, cofundador do Reddit (Foto: AP Photo/Bebeto Matthews)

Em meio à incerteza econômica provocada pelo novo coronavírus, o bitcoin parece receber um novo impulso.
O preço da maior criptomoeda aumentou 90% desde 16 de março, quando tiveram início o fechamento generalizado de escolas nos Estados Unidos e a recomendação para que as pessoas ficassem em casa. Em 11 de maio, a comunidade da criptomoeda comemorou a chegada do terceiro halving do bitcoin, evento que ocorre a cada quatro anos em que a recompensa pela mineração de bitcoin é reduzida pela metade como uma medida para controlar a criação de novos bitcoins.

Leia também

Há uma grande atenção (e também uma minuciosa fiscalização dos legisladores) em projetos como o Libra Group, liderado pelo Facebook, que tem como membros a Coinbase e outras grandes empresas de criptografia, juntamente com empresas de investimento em tecnologia.
Alexis Ohanian, cofundador do Reddit e um dos primeiros a investir na Coinbase, acredita que tudo isso contribui para que haja uma nova "ascensão da criptomoeda".
"Tento não rastrear os preços, não posso prever esse tipo de coisa", disse Ohanian ao vivo ao Yahoo Finanças na sexta-feira. "O que posso dizer é que realmente estamos vendo uma ascensão das criptomoedas no que diz respeito à presença de engenheiros de primeira linha, desenvolvedores de produtos e designers construindo soluções reais para o blockchain.  Para mim, essa é a parte mais interessante, estamos vendo talentos realmente de primeira linha construindo e melhorando a infraestrutura."
Apesar de dizer que não acompanha atentamente o preço, Ohanian não deixou de notar e disse: "estamos beirando os US$ 10.000". Então, o preço do bitcoin durante a pandemia prova que a criptomoeda pode ser um investimento seguro? O bilionário pioneiro em fundos de hedge, Paul Tudor Jones, acha que sim. Em uma nota aos clientes neste mês, Jones disse que está investindo em bitcoin como um fundo de hedge contra a inflação. "A melhor estratégia para maximizar o lucro é ter o cavalo mais rápido, e minha aposta é que esse cavalo será o bitcoin", escreveu Jones.
Isso foi visto como um sinal claro de apoio de um grande nome de Wall Street, embora a lista de grandes investidores que contestam o bitcoin seja longa, incluindo Warren Buffett, Charlie Munger, Mark Cuban, Paul Krugman e Nouriel Roubini.
"Tenho uma parte do meu patrimônio em criptomoedas há algum tempo e acho excelente, não penso em mudar", diz Ohanian. "Acho que é um fundo de hedge seguro. É interessante ver que os figurões de Wall Street estão entrando agora no mercado de criptomoedas e comprando bitcoin. A cada dia mais, ele mostra que veio para ficar."

sexta-feira, 12 de junho de 2020

O futuro do dinheiro será digital (e o presente também é)



Quando conversamos com as pessoas sobre criptomoedas, uma das principais afirmações que existem por parte dos mais conservadores é “o dinheiro nunca será digital.” Essa frase é baseada na ideia de que um dado em um computador nunca será tão confiável quanto um dado em um pedaço de papel.
Para essas pessoas, tenho uma péssima notícia: essa frase é anacrônica e essa mentalidade já está no passado. 
Atualmente, não existe apenas o Bitcoin como um ativo de valor digital. Para se ter uma ideia, 93% de todo o dinheiro do mundo existe apenas na forma de “zeros e uns” nas bases de dados dos principais bancos do mundo.
Em nosso primeiro artigo semanal, eu irei explicar para você por que o dinheiro é digital e como essa demanda latente já existe e está sendo suprida por projetos como a Libra do Facebook e o Yuan digital, além de mostrar como isso tudo irá afetar o Bitcoin. 

Bem-vindos ao Mercurius Research #01.

Cerca de quinze anos atrás, a ideia de digitalização do dinheiro era algo irreal. Possuir uma moeda que pudesse ser enviada de forma instantânea e simples para qualquer local do mundo a qualquer momento com uma baixa taxa era algo improvável.
Em 2008, o início desse sonho irreal começo a se tornar palpável com a criação do Whitepaper do Bitcoin. Onze anos depois, a primeira criptomoeda global por uma empresa de tecnologia foi sugerida pelo Facebook: a Libra. Por fim, em 2020, temos o lançamento do primeiro CBDC (Central Bank Digital Currency) de uma grande economia, o Yuan Digital, e essa possibilidade improvável da digitalização do dinheiro passou a se tornar real.

Mas, existe demanda para essa digitalização ocorrer?

Para responder essa pergunta, primeiro é necessário entender a demanda latente que já existe por meio de pagamentos digitais. 
Um estudo realizado em abril de 2020 pelo The Economist, mostrou que 64% das pessoas utilizam mais os meios de pagamentos digitais (como cartão de crédito online e tokens) do que físicos para realizar suas compras. Sendo que, dos entrevistados, 83% afirmaram que gostariam de ter mais opções para realizar suas compras de forma digital. 
Essa demanda pela digitalização do dinheiro está sendo liderada pelos mais jovens, conforme constatou um estudo do Deutsche Bank, que aponta que 76% dos Millennials do Reino Unido preferem meios de pagamento diferentes do dinheiro físico (como cartões de crédito ou wallets). Além disso, os Millennials possuem 2,5 vezes mais interesse em criptomoedas (Bitcoin) do que as demais gerações.
Essa pesquisa apenas comprova que a adoção da digitalização do dinheiro não teria nenhuma resistência nos próximos anos, o que possivelmente te deixou apenas com uma dúvida:

 Então por que a digitalização ainda não está acontecendo?

Bem, na verdade essa adoção já está ocorrendo, apenas não de forma tão descentralizada como o ideal (ainda). Segundo o relatório do Bank for International Settlements (BIS), mais de 80% dos países do mundo estudam desenvolver suas próprias criptomoedas. Alguns países já estão em fase de teste como a China e a França, outros já possuem sua própria moeda como a Suécia (e-Krona), sendo importante lembrar que até os EUA está analisando essa possibilidade.
Não apenas existe uma iniciativa estatal rumo à digitalização, como as grandes empresas de tecnologia também estão desenvolvendo suas próprias moedas digitais, como a Libra que anunciou sua versão 2.0 em abril desse ano e o Alibaba que utilizará o Yuan digital em sua plataforma de pagamentos (Alipay). Apenas essas duas empresas juntas já atingem mais de 3 bilhões de pessoas, um número muito superior ao de usuários de criptomoedas que, hoje, é estimado em 50 milhões de pessoas.

Mas com essas novas criptomoedas, será o fim do Bitcoin?!

Muito pelo contrário, as Central Bank Digital Currency e as criptomoedas de empresas de tecnologia são as melhores maneiras de existir um crescimento rápido do Bitcoin e do mercado de criptomoedas como um todo.
Conforme apontado pelo The Economist, as pessoas ainda não possuem uma grande confiança em criptomoedas descentralizadas como o Bitcoin.
Percebemos que as vantagens do Bitcoin em relação a essas outras iniciativas de moedas digitais, como a grande privacidade que a criptomoeda descentralizada possui e a inexistência de um intermediário que possa alterar o ativo ou sua emissão (governo), ainda não são o foco para a maioria das pessoas.
Essa falta de percepção ocorre porque, para essas pessoas, investir em criptomoedas descentralizadas é muito complexo, não seguro e pode ser até ilegal.
Todas essas objeções não existiriam caso os entrevistados tivessem utilizado criptomoedas ao menos uma vez. Bem, é aí que entram os CBDCs. A grande maioria das pessoas confia muito no governo, e empresas como o Facebook possuem um alcance e uma penetração muito maior do que a própria rede do Bitcoin atualmente.
Após esse primeiro contato com as criptomoedas centralizadas, esses mitos envolvendo as criptomoedas serão quebrados. 
Entretanto, os problemas relacionados à centralização serão potencializados com o governo e empresas controlando ainda mais as transações financeiras, o que será uma excelente oportunidade para as moedas descentralizadas (como o Bitcoin) crescerem.
O futuro do dinheiro será digital, mas esse futuro já começou, com a evolução e amadurecimento do Bitcoin, a criação de CBDCs e de projetos como a Libra, não perca essa oportunidade.

quinta-feira, 11 de junho de 2020

Andreessen Horowitz espera mais projetos como Libra e Celo; e menos como Venmo e PayPal

Andreessen Horowitz espera mais projetos como Libra e Celo; e menos como Venmo e PayPal

Andreessen Horowitz, ou a16z, espera que mais concorrentes do Libra entrem no espaço, vendo "uma oportunidade para uma nova rede financeira".
Como a sócia da empresa de risco, Katie Haun, disse à Bloomberg em entrevista publicada segunda-feira, a a16z espera que o dinheiro se torne amplamente digital em 10 anos, semelhante a músicas, livros e outras coisas que se mudaram para a Internet.
Haun esclareceu que plataformas como Venmo e PayPal não são um exemplo necessariamente preciso de dinheiro digital, pois contam com as "IOUs" dos bancos tradicionais. Em vez disso, ela delineou uma categoria relacionada à criptomoedas, chamada “dinheiro da Internet”, que inclui o projeto Libra, apoiado no Facebook, e a rede de pagamentos de código aberto Celo:
"A terceira categoria é o que chamamos de dinheiro da Internet, e isso está sendo construído com a ideia do Bitcoin, mas está resolvendo as limitações do Bitcoin. Aqui você nos viu fazer investimentos em projetos como Celo e Libra. E achamos que haverá outros participantes nessa categoria.”
Outras categorias nas quais a Andreessen Horowitz investe com seus fundos incluem o Bitcoin (BTC), que Haun chamou de "uma boa reserva de valor a longo prazo", além de serviços industriais estabelecidos, como Coinbase e Anchorage.
Quando perguntada sobre quantos projetos semelhantes ao Libra ela espera ver no futuro, Haun respondeu:
“Posso observar alguns paralelos nos serviços financeiros tradicionais. Vemos uma oportunidade para uma nova rede financeira. Não é necessariamente semelhante a um Visa ou Alipay, porque esses são mais limitados, apenas pessoas conectadas a esses sistemas por meio de suas contas bancárias podem usá-los. Pensamos nessa categoria de dinheiro na Internet como Visa 2.0.”
No entanto, Haun reconheceu que o Libra e outros projetos de “dinheiro na Internet” não estão prontos para o consumo em massa. "Ainda não está pronto para o horário nobre, mas está chegando lá", disse ela sobre a criptomoeda apoiada pelo Facebook.

A16’z e outros empreendimentos de criptomoedas

Andreessen Horowitz está ativa no espaço este ano. Em maio, lançou uma versão digital e gratuita da "Crypto Startup School", seu curso de educação de sete semanas para empreendedores do setor, além de um relatório detalhando o crescimento consistente do setor."
Em abril, a empresa dobrou a aposta em cripto e blockchain, levantando US$ 515 milhões para seu segundo fundo focado em criptomoeda.

quarta-feira, 10 de junho de 2020

Yuan digital e sua relação com Libra: Qual é o futuro da moeda digital?

Banco Popular da China: Ao contrário da moeda do Facebook, o Yuan ...

Cinco anos depois, uma moeda digital chinesa está sendo testada e, portanto, o futuro parece muito próximo.

Esse é um tipo único de moeda fiduciária e será lançado por uma das maiores economias do mundo, a China, mudando inevitavelmente a maneira como vemos a moeda digital e seu impacto potencial na economia global.

A ideia por trás da Libra do Facebook

A conversa sobre a adoção em massa de uma moeda digital ganhou força em junho de 2019, quando o Facebook Inc. anunciou seu token Libra baseado em blockchain. O CEO do Facebook, Mark Zuckerberg, prometeu que Libra não seria lançada até obter a aprovação dos reguladores financeiros dos Estados Unidos. No entanto, quando ele testemunhou perante o Comitê de Serviços Financeiros da Câmara em 23 de outubro de 2019, ficou claro que os reguladores não estavam preparados para classificar a Libra como um token de segurança e regulá-lo como tal.
Embora as autoridades da Europa e dos EUA estejam preocupadas com a privacidade e com a maneira como o Facebook lida com os dados financeiros de seus usuários, há uma preocupação maior relacionada ao lançamento de um sistema financeiro controlado de forma privada. Os reguladores europeus expressaram temores de que Libra pudesse se tornar uma ameaça ao sistema financeiro global e rivalizar com os bancos nacionais. Ao mesmo tempo, qualquer criptomoeda representa um risco de usuários explorá-la para evitar sanções globais ou lavagem de dinheiro. Mas, diferentemente das criptomoedas existentes como o Bitcoin, a Libra tem uma autoridade central e não está claro como a Associação Libra lidará com essa responsabilidade.
Mesmo que o plano inicial fosse o lançamento da Libra em 2020, há poucas chances de os reguladores aprovarem isso em breve. Especialmente durante um ano eleitoral nos EUA, pode haver riscos associados a esse evento e como ele pode afetar o processo eleitoral. O trabalho ainda continua para a Libra Association: em abril, seu whitepaper foi atualizado e novos membros chegaram ao projeto, como Temasek, Paradigm Fund e a Slow Ventures. A Autoridade Supervisora do Mercado Financeiro da Suíça (FINMA) também confirmou que recebeu um pedido de licença do sistema de pagamento da associação de Genebra que rege a criptomoeda planejada do Facebook. Esses anúncios indicam que Libra ainda está no processo de obter e manter a conformidade legal e entrar no ecossistema financeiro existente.

Por que a Libra é uma ameaça para o yuan digital?

Em 5 de maio, foi proferido um discurso por Li Lihui, um ex-presidente do Banco da China que agora lidera o grupo de pesquisa de blockchain da Associação Nacional de Finanças da Internet da China, de que todos esperavam ser principalmente sobre o DCEP, o Pagamento Eletrônico de Moeda Digital ou o yuan digital. No entanto, Li passou muito tempo falando sobre a Libra e seu potencial. Sua atitude apaixonada em relação ao projeto demonstra que, embora os órgãos reguladores dos EUA vejam a moeda digital controlada por uma organização como uma ameaça ao ecossistema financeiro existente, isso poderia potencialmente ajudar os Estados Unidos a manter seu domínio monetário global.
De acordo com “Discutindo a moeda digital com autoridades importantes”, um livro publicado pela Escola Central do Partido da China, Libra é um bom exemplo de parceria público-privada e tem potencial para ser adotado como moeda internacional. “A China originalmente contava com o pagamento móvel para avançar, mas agora a Libra tem o potencial de mudar o jogo novamente”, disse Hongzhang Wang, um dos autores do prefácio do livro à agência de notícias chinesa Sina.com. “Não podemos lidar com novos riscos desencorajando desenvolvimentos tecnológicos. Isso permitiria que as empresas americanas construíssem um sistema de moeda digital por meio da tecnologia blockchain, o que poderia ameaçar ou até superar o Alipay ou o WeChat Pay. ” Como o valor de Libra será apoiado principalmente pelo dólar, o token pode diminuir a influência internacional do yuan chinês e, portanto, representa uma ameaça aos seus planos.
O DCEP é projetado como dinheiro digital. O chefe da subsidiária de pesquisa em moeda digital do Banco Popular da China (PBOC), Changchun Mu, disse que a moeda não precisará de uma cesta para manter um valor estável. “A moeda não é usada para especulação. O RMB é usado para gastar, não para especulação. Ele não tem as características da especulação de bitcoin, nem exige que os ativos da cesta de moedas suportem o valor da moeda como stablecoin ”.

Adoção transfronteiriça é o objetivo do Yuan Digital?

O objetivo do DCEP está focado na substituição de caixa físico e na criação de um novo meio para pagamentos transfronteiriços. Os consumidores chineses já adotaram aplicativos de pagamento móvel, portanto a transição para o yuan digital será fácil. Os especialistas acreditam que o token funcionará com vários aplicativos bancários chineses, além de ingressar nos serviços WeChat Pay e AliPay. Como esta é a primeira moeda digital que será controlada pelo governo, ela tem o potencial de ser aceita como dinheiro digital em todo o mundo e desafiar o dólar no processo.
A corrida para a linha de chegada apenas começou, portanto, ainda não foram anunciados planos claros para o uso do DCEP globalmente. No entanto, se implementado com sucesso, poderá afastar os mercados financeiros mundiais do sistema centrado no dólar. Com a China sendo o maior exportador, é provável que o uso do yuan digital seja incentivado para o comércio com os parceiros da Iniciativa do Cinturão e Rota. Como o sistema baseado em dólar está em uso em todo o mundo, essa mudança afetará todas as economias, grandes ou pequenas.

O DCEP e as moedas digitais existentes coexistirão?

A revelação de planos para moedas digitais centralizadas, como o Libra do Facebook e o Pagamento Eletrônico de Moedas Digitais da China, provocou ondas na comunidade cripto. Os traders e adeptos das criptometrias existentes costumam preferir sistemas orientados à privacidade descentralizados. A existência de um sistema internacional de pagamentos projetado e controlado por uma grande corporação ou um dos países mais populosos do mundo pode representar uma ameaça para o atual setor de criptomoedas. As exchanges descentralizadas estão crescendo em popularidade à medida que mais usuários priorizam sua privacidade, o que é oposto à ideia de moedas digitais centralizadas.
Em outubro de 2019, quando o presidente da China, Xi Jinping, pediu que o país acelerasse a adoção de tecnologias blockchain, ficou muito claro que isso não era necessariamente uma boa notícia para a criptomoeda, especialmente para o Bitcoin. As autoridades do país já proibiram ICOs e exchanges de criptomoedas em 2017 e houve relatos de uma proibição de mineração de criptomoeda em andamento. Isso não afeta apenas a taxa de adoção do BTC, mas também significa que a grande maioria das criptomoedas não será capaz de competir. Se os planos para a adoção generalizada do DCEP ou Libra forem cumpridos, as exchanges de criptomoedas existentes com um grande número de pares de moedas oferecidos, como a HitBTC com seus 800 pares exemplares, terão um dilema em mãos sobre se é possível permanecer fiel a a missão deles. Caso contrário, eles terão que mudar suas políticas e serviços para acomodar moedas digitais centralizadas que são usadas globalmente.

O  futuro

Embora não exista um prazo oficial para a implementação do yuan digital, os testes já estão começando em quatro áreas urbanas, com uma população combinada de mais de 38 milhões de pessoas. A moeda digital do banco central não será emitida em massa para evitar a inflação, mas será implementada em certas agências em cada estágio do teste e modificada de acordo com seu desempenho ao longo do caminho. Primeiro, o dinheiro digital será emitido para bancos comerciais e outras operadoras. Os funcionários do governo local receberão parte de seus subsídios ao transporte em moeda digital. Além disso, alguns varejistas, incluindo McDonald’s e Subway, foram convidados a experimentar o yuan digital na nova área de Xiong’an.
O efeito potencial das moedas digitais do banco central (CBDCs) também despertou interesse em outros bancos nacionais. Eles também podem servir como uma forma de promover pagamentos sem dinheiro, que se tornaram ainda mais importantes durante a atual crise da saúde. Em abril, o banco central da França solicitou solicitações com um CBDC para acordos interbancários, e o Banco da Inglaterra (BoE) publicou um documento de discussão “Moeda Digital do Banco Central: Oportunidades, Desafios e Design” para “iniciar um diálogo sobre o design apropriado de um CBDC e uma avaliação de se os benefícios dos CBDCs superam os riscos ”. É difícil prever em quanto tempo essa nova tecnologia poderá ser implementada em uma escala nacional maior, mas é certo que o cenário da criptomoeda está mudando lentamente. Parece que é apenas uma questão de tempo até que a adoção em massa dos CBDCs torne obsoleto o argumento da descentralização.
Fonte: cryptonomist