domingo, 18 de agosto de 2019

Entenda a polêmica da Libra, a criptomoeda do Facebook

Membros do congresso dos Estados Unidos solicitaram ao Facebook a suspensão do lançamento da Libra, a moeda digital criada pela rede social de Mark Zuckerberg – a pessoa mais perigosa do mundo, de acordo com professor da NYU. A razão para solicitação foi exposta pelo Comitê de Serviço Financeiros em carta enviada a empresa. Segundo a comissão, é necessário que sejam avaliados os possíveis riscos da implementação desta nova criptomoeda no que diz respeito à segurança cibernética, mercados financeiros globais e preocupações com segurança nacional.
Anunciada em junho, a moeda funcionará em uma plataforma de blockchain, permitindo que usuários e empresas realizem transferências financeiras pelo Facebook, Messenger e WhatsApp. A supervisão dessas transações será realizada em Genebra, na Suíça, por uma aliança da qual fazem partes outras grandes empresas, como a Uber e o Spotify – todas parte da plataforma Calibra, também responsável pela operação da Libra.
Sobre isso, é importante ressaltar que, apesar de a Libra estar cercada de questionamentos desde o seu anúncio, isso não é o suficiente para afetar a imagem de outras criptomoedas já consolidadas no mercado. A Bitcoin, por exemplo, principal moeda virtual do mundo atualmente, segue sendo um investimento seguro, que pode gerar retornos financeiros palpáveis desde que você possua uma exchange Bitcoin confiável. Para que seja possível ter noção do crescimento das moedas digitais, espera-se que até o final de 2019 cerca de 300 mil estabelecimentos no Japão já aceitem a Bitcoin como forma de pagamento.
Os questionamentos em relação a Libra, contudo, não surgem apenas dos legisladores estadunidenses. Reguladores e políticos europeus também se preocupam com a maneira como a nova moeda digital será regulada. O principal temor é que a Libra se torne soberana, o que daria ainda mais poder aos detentores do Facebook, que já contam com as três principais redes sociais do mundo sob o seu poderio – o próprio Facebook, o Instagram e o WhatsApp. Esse fato, inclusive, já levou o congresso estadunidense a investigar o Facebook por práticas anticompetitivas.
“Se produtos e serviços como estes forem indevidamente regulamentados e não tiverem supervisão suficiente, podem representar riscos sistêmicos à estabilidade financeira dos EUA e do mundo”, esclareceu Maxine Water, deputada responsável pelo Comitê de Serviços Financeiros.

O lado obscuro do Facebook

É notável aqui que parte da desconfiança em relação a Libra advém do fato de ninguém confiar no Facebook. Isso, claro, não é nenhuma surpresa tendo em vista que a rede social já coletou informações de seus usuários sem notificá-los, utilizou-os como cobaias e também está no centro de polêmicas em relação à possíveis casos de manipulação de eleições em diversos países.
Outra questão que precisa ser levada em consideração é que a Libra não irá possuir as principais características que tornaram possível o sucesso da Bitcoin e da maioria das demais criptomoedas. Não será possível, por exemplo, minerar a Libra livremente, ou seja, criar valor “do nada”, utilizando apenas o poder de processamento do seu computador, como ocorre com a Bitcoin. A Libra também é projetada para possuir uma cotação mais estável que outras moedas digitais, ou pelo menos essa é a promessa.
Apesar disso, espera-se que, caso lançada, a Libra seja um verdadeiro sucesso. Além de já contar com o apoio de diversas outras multinacionais, a moeda digital do Facebook promete possuir funções simples, fazendo com que ela sirva como um instrumento de valor. É provável que em apenas alguns anos seja possível pedir pizza ou contratar serviços diversos pagando-os diretamente pelo WhatsApp, por exemplo. É justamente esse tipo de situação que afeta diretamente a vida das pessoas e pode conferir ainda mais poder ao Facebook, que terá outro elemento que o permitirá vigiar, de ainda mais perto, a vida de seus usuários.

sábado, 17 de agosto de 2019

Bitcoin: 6 razões pelas quais 2020 pode ser o melhor ano na história



Quando se começa a falar sobre Bitcoin certamente um dos temas que mais será discutido é o futuro da primeira criptomoeda. O passado do Bitcoin muita gente sabe, a criptomoeda foi declarada morta uma centena de vezes. Mas, a maior criptomoeda do mundo continua viva e forte, apesar do sobe e desce do preço. Neste post veremos 6 possíveis razões que apontam que o ano de 2020 será brilhante para o Bitcoin
Escassez do Bitcoin
Graças a genialidade do inventor do Bitcoin, apenas 21.000.000 BTC serão minerados e criados. Por não ser um ativo ilimitado, essa limitação da quantidade do Bitcoin, lhe assemelha com a prata e o ouro, que também têm suprimentos limitados. Apesar de ser semelhante, o Bitcoin tem particularidades que o classificam como um ativo melhor que o ouro e a prata, ele pode ser transferido digitalmente com apenas alguns cliques. Em um mundo digital, esse é o maior benefício de todos eles.

Aumento da correlação do Bitcoin x Ouro

Recentemente publicamos um artigo que fala sobre o aumento da correlação do Bitcoin com o ouro,mas o que isto significa na prática? O aumento da relação Bitcoin versus ouro, mostra que o Bitcoin está ganhando força diante do ouro, e pode vir a se tornar a maior fonte alternativa de investimento.
Em 2018, a correlação entre ambos foi aleatória. Os valores foram negociados de forma semelhante em 49% do tempo, enquanto houve uma desaceleração correlacionada em 22% do tempo e uma tendência de alta correlacionada em 28% do tempo. Mas nos últimos meses um padrão de correlação completo está se definindo. O Bitcoin deverá eventualmente alcançar o ouro e a prata em termos de sua relação entre estoque e fluxo, potencialmente impulsionando seu preço muito mais alto.

Comparação ao Ouro

O último mês abalou profundamente o mercado financeiro tradicional, a desvalorização das ações globais fez surgir uma comparação interessante que antes só era assunto entre os entusiasta do Bitcoin. A mídia tradicional (não tanto quanto gostariamos) passou a ver o Bitcoin como um ativo de segurança.
A forte desvalorização que tem afetado o mercado de ações, tem aumentado significativamente o preço do ouro, e o Bitcoin também não está ficando muito atrás. Recentemente vimos que as tensões geopolíticas impactaram de maneira positiva o preço do Bitcoin, isso revela o quanto a moeda virtual tem sido identificada por muitos investidores como um “porto seguro” diante de tanta incerteza nos mercados tradicionais.

Libra – A criptomoeda do Facebook

A empresa anunciou o lançamento de “uma moeda global simples de infra-estrutura financeira que capacita bilhões de pessoas”. Se totalmente lançada, a Libra permitirá que usuários do Facebookcomprem e vendam bens e serviços em todo o mundo sem se preocupar com a distância, usando uma criptomoeda digital governada por alguém na Suíça. Essa criptomoeda estaria ligada ao dólar, ao euro, outras moedas e será mantida não por um governo, mas pela gigantesca empresa de tecnologia do Vale do Silício.
A criptomoeda aparentemente será lançada em 2020. Apesar de controversa, trouxe muita atenção para Bitcoin e as outras criptomoedas. Na verdade, acredito que devemos apoiar a criptomoeda do Facebook, a Libra pode ser um fracasso, ou pode enfrentar tanta oposição que nunca seja lançada. A grande guerra contra ela imposta pelos “poderosos” é certamente uma amostra dos problemas que o Facebook deve enfrentar e que as criptomoedas vem lutando faz tempo. Mas é também a reação de um establishment complacente a uma tecnologia radical e potencialmente revolucionária. 
Vale destacar que a Libra chamou a atenção de governos no mundo todo. Houve audiências no Congressos dos EUA, até mesmo o chefe do Tesouro do Reino Unido disse que eles não pretendem parar a Libra ou a tecnologia blockchain  em geral.

Bitcoin Halving

Desde que foi criado, o Bitcoin tem como uma de suas principais características o processo de mineração, que é responsável não só por aumentar a quantidade de moedas em circulação, como também prevenir fraudes.
Os mineradores de Bitcoin fazem isso pegando os dados correspondentes de cada transação e usando-os para completar um problema de matemática. A solução deste problema é conhecida como um “hash”, e a cada vez que o bloco é completado os mineradores ganham recompensas por isso.
O código do Bitcoin é programado para liberar automaticamente uma certa quantidade de Bitcoins para o minerador que trabalhar mais rápido naqueles últimos 10 minutos. Atualmente, o prêmio é de 12,5 Bitcoins por bloco. É assim que novos Bitcoins entram em circulação, sem a necessidade de uma autoridade central controlar seu suprimento, como acontece com as moedas tradicionais.

Halving

Um dos eventos mais esperados acontecerá no dia 17 de maio de 2020, o halving, uma redução pela metade das recompensas por mineração. Após este evento, as recompensas que os mineradores recebem pela adição de blocos à rede serão reduzidas à metade, afetando, portanto, a oferta geral de Bitcoins. Este será o terceiro halving na breve história do Bitcoin.
O primeiro cortou a recompensa por bloco resolvido de 50 BTC para 25 BTC em 2012. O segundo ocorreu em junho de 2016 e cortou a recompensa para 12,5 BTC. Naturalmente, o próximo fará a recompensa do bloco reduzir para 6,25 BTC por bloco.
O consenso geral entre a maioria dos analistas é que o preço do Bitcoin aumentará em resposta a esse evento. Nem todos tem a mesma opinião, mas parece que todos acreditam que essa redução é uma coisa boa para o preço, baseado no princípio básico de mercado, oferta e demanda.
Por essa lógica, parece razoável que o preço do Bitcoin suba de acordo com a redução da oferta. Vale destacar que isso foi o que aconteceu nos ciclos anteriores do mercado. Os últimos dois halvings que ocorreram, fizeram o preço disparar. (Clique aqui para ler mais sobre a influência desse evento no preço do Bitcoin?)

Inflaçãoretrato da inflação: homem comendo lixo na venezulea

A hiperinflação que tem assolado muitas econômias em todo o mundo, especialmente aqui na américa Latina. Dois exemplos de países onde podemos ver claramente o efeito devastador da inflação numa economia é a Venezuela e o Irã.

O que é inflação?

A inflação é um termo da economia frequentemente utilizado para designar o aumento geral dos preços na sociedade. Ela representa o aumento do custo de vida para o consumidor e para as empresas, resultante da elevação do preço dos produtos e da desvalorização da moeda.
Uma coisa que deve ser destacado sobre o Bitcoin é que ele tem uma taxa de inflação pré-programada, 3,74% ao ano e não pode mudar, ao contrário da inflação nos mercados tradicionais de moeda fiduciária.

Adoção em Massa

Ainda há um longo caminho para que o Bitcoin seja adotado em massa por cidadãos em todo o mundo. Mas as criptomoedas podem ser a saída para alguns países que buscam uma solução para seus problemas econômicos. O Irã por exemplo recentemente liberou a mineração de Bitcoin no país e tem visto na criptomoeda a solução para escapar das sanções econômicas impostas pelos Estados unidos
Algumas autoridades iranianas conversaram e discutiram as possibilidades de usar as criptomoedas para substituir os sistemas bancários internacionais tradicionais, como o SWIFT, e principalmente ignorar as sanções internacionais.
Quando o povo, assim como os países que veem nas criptomoedas a solução para se livrar de alguma sanção internacional, se voltarem para as criptomoedas vendo-as como a libertação de um governo tirano ou simplesmente das garras do Estado. Então as criptomoedas alcançaram o seu auge, o preço será apenas um detalhe, pois o que realmente vai importar é a tão sonhada “Liberdade”

quinta-feira, 15 de agosto de 2019

Nova Zelândia se torna o primeiro país a legalizar salários em criptomoeda

Nova Zelândia se torna o primeiro país a legalizar salários em criptomoeda

A Nova Zelândia se tornou o primeiro país a legalizar o pagamento em criptomoedas, como o bitcoin, a partir do dia 1º de setembro. A decisão foi publicada no último dia 7 pelo Departamento de Receitas Internas (IRD, na sigla em inglês), órgão que regulamenta os tributos no país, e terá duração mínima de três anos.
A medida permite a remuneração em moeda virtual desde que os pagamentos sejam regulares e fixos, não incluindo trabalhadores autônomos. A regulamentação também determina que a criptomoeda esteja atrelada a uma moeda física. As companhias que optarem pelo pagamento em criptomoeda poderão deduzir os impostos de acordo com a legislação vigente no país.
A decisão inédita da Nova Zelândia deve contribuir ao debate sobre o papel das moedas digitais no sistema financeiro contemporâneo. Nesta semana, a China anunciou que está prestes a lançar a sua própria moeda digital, após mais de três anos de desenvolvimento.
A discussão sobre a regulamentação das criptomoedas ganhou novo fôlego nos últimos meses após o Facebook anunciar o lançamento da Libra, com apoio com dezenas de entidades financeiras e varejistas, para o início de 2020. A notícia gerou repercussão em diversos países com o pedido de maior controle por parte das autoridades políticas e econômicas. Diante das críticas, a rede social chegou a afirmar que pode suspender o lançamento.
Fonte: www.istoedinheiro.com.br

quarta-feira, 14 de agosto de 2019

Transcrição de áudios de usuários do Facebook abala reputação da Libra



O Facebook admitiu abertamente que áudios de usuários foram transcritos por terceiros. Em busca de testar ferramentas de monitoramento de áudios na rede social, a empresa admitiu a prática que pode ser considerada ilegal. A transcrição de áudios no Facebook pode afetar diretamente a reputação da Libra no mercado.
A privacidade e o gerenciamento de dados são partes importantes dos negócios envolvendo criptomoedas. Após o Facebook confirmar que confiou dados de usuários a empresas terceirizadas, algumas dúvidas sobre a Libra ganham força no mercado. Os dados de usuários da futura criptomoeda da rede social estarão seguros?

Facebook compartilha dados sensíveis sobre usuários

Áudios de usuários do Messenger foram transcritos por empresas terceirizadas. Contudo, a transcrição dos áudios não foram mencionadas pela rede social até então. Conforme reportou o Bloomberg, os áudios pertenciam a usuários que permitiram previamente a coleta de informações através do Facebook.
Para alguns usuários, a rede social cometeu violação de privacidade. Embora o Facebook não tenha compartilhado informações sobre a identificação dos áudios, a conduta da rede social pode ser reprovada também pelo mercado de criptomoedas.
O vazamento de informações e dados sobre o mercado de criptomoedas pode significar perdas irreparáveis. Informações sigilosas podem permitir o acesso a carteiras digitais e contas em exchanges, por exemplo. Somente em 2019 mais de ataques cibernéticos.

Rede social terá poder incomum sobre a criptomoeda

O Facebook pretende adotar uma stablecoin no mercado que seria utilizada globalmente. Dono de redes como o Instagram e o WhatsApp, não seria difícil para a empresa Alphabet popular a Libra. Mas, ao mesmo tempo que a rede social parece oferecer uma solução, a questão com a privacidade começa a preocupar.
Para o investidor anjo Marc Bevand, o poder que o Facebook exercerá sobre a Libra é preocupante. O especialista em negócios acredita que a empresa poderia decidir, junto com seus pares responsáveis pela Libra, sobre uma transação ser válida ou não.
“Se 10 dos 28 validadores iniciais concordarem em uma reunião a portas fechadas que eles querem rejeitar suas transações de Libra, eles têm o poder de fazê-lo”.
A Libra funcionará com 28 nós que já fazem parte de uma rede de grandes empresas que financiam o projeto da stablecoin. Sendo assim, estes nós serão responsáveis pela deliberação e aprovação de transações relacionadas à Libra.
Além disso, até mesmo a futura emissão da criptomoeda poderá contar com a decisão de grandes players no mercado, como Paypal, eBay, Visa, Mastercard e outros.
Bevand aponta para uma arbitrariedade do Facebook que poderia colocar em risco qualquer investimento em Libra. Assim como a rede social poderia fazer com sua futura criptomoeda, o Paypal pode congelar a conta de qualquer usuário que assim decidir.
“Hoje o Paypal pode unilateralmente congelar sua conta Paypal. Enquanto que a Libra você precisará de pelo menos ⅓ dos membros da Libra para conspirar e bloquear pagamentos”.
Esse poder de decisão pode refletir preocupações sobre o desenvolvimento do projeto Libra e sua abrangência no mercado de criptomoedas. Assim como o Facebook admitiu a transcrição de áudios, informações sobre a stablecoin poderia acabar na mão de empresas terceirizadas.

terça-feira, 13 de agosto de 2019

Libra x Bitcoin – 3 diferenças fundamentais

Mesmo com grande apoio, Libra tem um caminho íngreme para alcançar o Bitcoin

Mesmo sem ainda ter sido lançada, a Libra do Facebook já deu muito o que falar. Na semana passada noticiamos aqui no Webitcoin que a criptomoeda poderia acabar não sendo lançada de fato e, dentre vários motivos, um dos principais seria a intensa pressão regulatória que tem sido imposta sobre a moeda. Você pode ler a matéria completa sobre esse assunto clicando aqui.
Se de fato a moeda verá a luz do dia ou não ainda é uma incógnita. O que podemos fazer agora é conjecturar sobre o que já sabemos e sobre o que esperar para 2020.

Imagem de: Studiobox por Maycow Montemor


Volatilidade

Oficialmente a Libra será lançada no primeiro semestre de 2020 e, portanto, de momento é o que temos de realidade. Outra realidade é que a moeda do Facebook deverá ser um Stablecoin, um ativo que de alguma maneira tem vínculo com ativos estáveis (ou pelo menos bem mais estáveis que as criptomoedas), como dólar ou títulos emitidos pelo governo.
Essa é possivelmente a primeira diferença gritante entre a Libra e o Bitcoin. Enquanto é bastante difícil dizer se e quando a volatilidade do Bitcoin irá diminuir a ponto de ele poder ser usado como moeda principal corrente em transações, a Libra foi projetada, desde antes mesmo de seu lançamento, para ser uma moeda com baixa ou nenhuma volatilidade.

(des)Centralização

Independente, livre e descentralizado. Você com certeza já ouviu esses adjetivos em frases que envolvam o Bitcoin. A principal criptomoeda do mercado, de modo geral, é mantida e apoiada pela comunidade, mineradores e investidores, pequenos e grandes, que acreditam no seu potencial como moeda. O Bitcoin não tem um país, não tem um dono e não tem impedimentos para compra/uso por qualquer pessoa ou instituição.
A Libra do Facebook, por outro lado, já deve nascer com uma ampla gama de apoio institucional e financeiro. Para começar, tudo o que de importante é pensado a sobre Libra acontece em Genebra na Suiça. Dentre as principais parcerias, a moeda do Facebook já conta com apoio das gigantes Visa e Mastercard no ramo dos cartões de crédito, a Vodafone nas comunicações, e os jovens gigantes Spotify e Uber. Segundo o site masterinvestor, o número de parcerias da Libra pode chegar a mais de 100 em 2020.

Especulação

Esse é um ponto delicado para o Bitcoin. É inegável que hoje o Bitcoin é mais usado para especulação do que para comércio. Infelizmente ainda são poucos os estabelecimentos que aceitam BTC como forma de pagamento. Poucos também são os usuários que nesse momento estão dispostos a se desfazer de suas moedas para fazer compras. O Bitcoin atualmente é usado basicamente para especulação.
O mesmo vale para um grande número (se não a maioria) de altcoins. A aplicabilidade real das criptomoedas (já existentes) no dia a dia das pessoas ainda não pôde ser vista e, novamente, não sabemos se e quando um dia será vista.
Aqui é a onde a Libra pode ganhar vantagem em cima do Bitcoin. A base de usuários do Facebook é gigantesca. Conforme foi reportado pelo G1 em fevereiro desse ano, o número de usuários de Facebook supera a marca de 2 bilhões de pessoas. Uma em cada quatro pessoas no planeta possui conta no Facebook (aqui estamos, de forma aproximada, excluindo contas fake e duplicadas).
A ideia do Facebook é permitir que esses usuários e outros que também tenham interesse possam utilizar a Libra em transações cotidianas, algo que ainda está muito distante para o Bitcoin. O impacto de uma criptomoeda sendo negociada por bilhões de pessoas poderia mudar radicalmente a forma como tratamos o dinheiro.

Futuro

Aparentemente, incerteza é a palavra que define o futuro da Libra. Ideia funcional, apoio institucional e base sólida de usuários. A receita do sucesso está montada. Contudo, as pressões regulatórias, a questão da segurança de dados para os usuários e a confiança geral podem colocar em xeque o futuro da moeda.
*Imagem de: Gerd Altmann por Pixabay

segunda-feira, 12 de agosto de 2019

China diz que está prestes a lançar criptomoeda

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(Bloomberg) -- O banco central da China está "perto" de emitir sua própria criptomoeda, de acordo com um funcionário do alto escalão.
Os pesquisadores do banco têm trabalhado intensamente desde o ano passado para desenvolver sistemas, e a criptomoeda está "perto de ser lançada", disse Mu Changchun, vice-diretor do departamento de pagamentos do Banco do Povo da China (PBOC, na sigla em inglês), em um evento realizado pelo Fórum China Finance 40 no fim de semana em Yichun, Heilongjiang. Mu não detalhes sobre o prazo de lançamento.
Mu repetiu a intenção do PBOC de que a moeda digital substituiria M0, ou dinheiro em circulação, em vez de M2, o que geraria crédito e impactaria a política monetária. A moeda digital também apoiaria a circulação e internacionalização do yuan, disse.
As observações indicam que o PBOC avança o plano de lançar formalmente uma moeda digital própria após cinco anos de pesquisa. A iniciativa do Facebook de criar a criptomoeda Libra preocupou bancos centrais globais, incluindo o PBOC, segundo o qual o ativo digital deve ser supervisionado pelo banco central para evitar potenciais riscos cambiais e proteger a autoridade da política monetária.
"A Libra deve ser vista como uma moeda estrangeira e inserida sob a estrutura de gestão de divisas da China", disse durante o fórum Sun Tianqi, funcionário da Administração Estatal de Divisas da China.
Ao contrário das ofertas descentralizadas com base em blockchain, a moeda do PBOC tem como objetivo dar a Pequim mais controle sobre seu sistema financeiro.
De acordo com patentes registradas pelo banco central, consumidores e empresas fariam o download de uma carteira móvel e trocariam yuanes pelo dinheiro digital, que poderia ser usado para fazer e receber pagamentos. O PBOC também poderia monitorar todas as vezes que o dinheiro muda de mãos.
"Sem dúvida, com o anúncio da Libra, governos, reguladores e bancos centrais em todo o mundo tiveram que agilizar seus planos e abordagem para ativos digitais", disse Dave Chapman, diretor executivo da BC Technology. Segundo Chapman, moedas que não são emitidas por governos poderiam interferir nas finanças e pagamentos "dramaticamente".
--Com a colaboração de Eric Lam.
To contact Bloomberg News staff for this story: Yinan Zhao em Pequim, yzhao300@bloomberg.net

domingo, 11 de agosto de 2019

Governos devem ser neutros com a Libra, criptomoeda do Facebook, diz BC da Alemanha

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A Libra do Facebook pode ser benéfica apesar da existência de incerteza regulatória e dos riscos associados, declarou o banco central da Alemanha.
Em um boletim mensal chamado “Tokens cripto em transações de pagamento e liquidação de títulos”, publicado em 22 de julho, o Bundesbank avalia as potenciais vantagens e deficiências das moedas digitais de banco central (CBDCs), assim como das stablecoins, assim como a Libra, do Facebook.

A regulação da Libra deve ser o mais neutra possível com relação à tecnologia, diz o Bundesbank

No documento, o banco central alemão diz que os projetos de inovação globais como o Libra podem tornar possível a meta de melhorar a prosperidade e os custos de transação.
Porém, reguladores globais devem garantir uma série de importantes padrões, para que a segurança, o sistema monetário e a estabilidade financeira não sejam afetados negativamente, e as transações de pagamentos não sejam comprometidas, escreveu o banco. O Bundesbank ainda escreve que a competitividade nos pagamentos europeus deve ter garantias para sua proteção.
Ao mesmo tempo, a regulação não deve inibir a inovação, conforme o banco enfatiza:
“[…] os governos deve, ser o mais tecnologicamente neutros possível, para que os benefícios da inovação possam ser disponibilizados para o setor financeiro”.
O banco acrescentou que uma série de importantes questões técnicas, organizacionais e regulatórias sobre a Libra Association ainda não foram esclarecidas, além de também especular sobre seus possíveis impactos. Além disso, o banco afirmou que as autoridades de supervisão globais e os bancos centrais devem manter um acompanhamento e avaliação cuidadosos com o projeto.

CBDCs e stablecoins podem impactar os bancos centrais

No documento, o Bundesbank cita as CBDCs e stablecoins como dois grandes desenvolvimentos recentes, que podem afetar o papel dos bancos centrais globais.
Descrevendo as potenciais vantagens apresentadas pelas CBDCs, o Bundesbank disse que não vê necessidade de CBDCs para entidades não bancárias, pois elas podem ser usadas como substitutas do dinheiro dos bancos comerciais, o que, por sua vez, pode ter um impacto negativo na oferta de crédito.
A posição com relação às criptos do Bundesbank vem na esteira das declarações do presidente do Bundesbank, que convocou reguladores globais a não reprimir projetos como o Libra do Facebook nos estágios iniciais. Jens Weidmann teria declarado em um evento do G7 que os reguladores deveriam ter o cuidado de evitar inadvertidamente a supressão de conceitos inovadores antes que todos os detalhes fossem esclarecidos.
Fonte: portaldobitcoin.com